segunda-feira, 17 de maio de 2021

Aposentado de 102 anos vai na academia e visita os amigos dirigindo seu VW Santana. Só não pode rodar na estrada e depois do pôr do sol.

A assessoria de imprensa do Detran, de São Paulo, sempre nos presenteia com boas histórias. O caso do aposentado Antônio Genez Parize é uma delas. Aos 102 anos ele renovou sua Carteira de Habilitação em Avaré (SP) - cidade distante 270 km da capital. Confira.


"Sr. Antônio, que possui habilitação nas categorias A e B (pode também conduzir motocicletas), tirou a primeira habilitação aos 47 anos e não pretende parar de dirigir. Afinal, ele quer manter a rotina de usar o seu Santana vinho para ir dia sim dia não à academia, ao mercado e visitar os amigos. Só a pandemia brecou o cotidiano do motorista veterano. “O carro é o xodó dele”, afirmou Maria Lúcia Soares da Silva, cuidadora do seu Antônio, que em agosto completará 103 anos. 


Mas atenção, seu Antônio! Nada de circular em vias de trânsito rápido. No laudo do médico credenciado pelo Detran.SP que o liberou a dirigir, o aposentado foi informado de que também não pode conduzir o veículo em rodovias e está proibido de botar as mãos no volante após o pôr do sol. Por conta da idade.

Embora a renovação de CNH possa ser realizada online, com exceção do exame médico que é feito em um consultório credenciado, condutores na situação do seu Antônio precisam comparecer presencialmente a cada renovação.  Isto porque o sistema foi configurado para bloquear “renachs” de quem tem mais de 100 anos, justamente por ser difícil existirem condutores com idade tão avançada". 

texto e fotos: Assessoria de Imprensa DetranSP

sábado, 3 de abril de 2021

Pode criança na garupa? Só com 10 anos ou mais!

A partir de 12 abril de 2021 só as crianças com 10 anos ou mais poderão ser transportadas nas motos. Essa é a data que entra em vigor a Lei 14071/20, que alterou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Antes a idade limite era de 7 anos e passou para 10, além da idade mínima é necessário que a criança tenha condições de cuidar da própria segurança - apoiar os pés nas pedaleiras e se segurar no adulto. Quem desobedecer a lei receberá uma multa gravíssima, a moto e a CNH serão recolhidas, informou o Detran-SP em comunicado à imprensa. 

Se fosse pega a moça pagaria multa de R$ 293,47 além de ter a moto e a CNH recolhidas


quinta-feira, 1 de abril de 2021

Licenciamento placa final 1 até 30 de abril, veja como fazer

Os donos de veículos com placa de final 1, tem até 30 de outubro para fazer licenciamento referente a 2021. O prazo varia de acordo com o final da placa, menos os caminhões e tratores (veja tabela abaixo).

O serviço é feito de forma digital, ou seja, não é preciso ir ao Detran ou Poupatempo para regularizar sua moto (ou carro). 

O valor da taxa para licenciar veículos usados é de R$ 98,91, independentemente do calendário de vencimento. Para veículos zero km, o valor é de R$ 131,80. Em comunicado o Detran avisa "É importante reforçar que neste ano não haverá cobrança de taxa do seguro DPVAT, conforme decisão do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP)".

Com o número do Renavam e pagar, via internet banking, aplicativo ou caixa eletrônico, os débitos – IPVA, possíveis multas e a taxa de licenciamento.

O pagamento poderá ser feito via internet banking, aplicativo ou caixa eletrônico nos bancos conveniados (Santander, Bradesco, Banco do Brasil, Safra, Itaú, Caixa Econômica Federal) e nas Lotéricas.

Um dia após o recebimento, o CRLV ficará disponível para download e impressão no item Licenciamento Digital nos portais do Poupatempo (www.poupatempo.sp.gov.br), Detran.SP (www.detran.sp.gov.br) e Denatran (portalservicos.denatran.serpro.gov.br), além dos aplicativos Poupatempo Digital, Detran.SP e Carteira Digital de Trânsito – CDT. O motorista poderá salvar o documento no próprio celular ou imprimir na sua casa, em papel sulfite comum.

Confira os prazos de licenciamento no Estado de São Paulo. 



quarta-feira, 17 de março de 2021

Limpeza e orientação no Rodoanel

 

kits de higiene e orientação para motos pequenas nas quartas e, nos fins de semana, motos grandes  

Os motociclistas que usarem o Rodoanel Mário Covas receberão um kit composto por  flanela, álcool gel, máscara, sabonete e porta-sabonete. A ação, promovida pela CCR RodoAnel em parceria com a Polícia Militar Rodoviária, acontecerá nos entroncamentos com as rodovias Castello Branco, Raposo Tavares, Bandeirantes, Régis Bittencourt, além da Avenida Raimundo Pereira de Magalhães. 

 Em comunicado à imprensa, a assessoria da CCR informa que os profissionais da concessionária atuarão nas quartas-feiras com ações para as motos de baixa cilindrada e nos finais de semana "o foco serão as motos de alta cilindrada".

Além do kit, os motociclistas receberão material impresso com orientações sobre segurança e manutenção dos veículos. 

segunda-feira, 8 de março de 2021

Entrevista com um comprador do Honda ADV

Fabiano e sua ADV (branca) está feliz com o novo scooter por conta da versatilidade
 Alguns produtos são capazes de criar expectativa por serem únicos, sem concorrentes. Um deles é o novo scooter ADV, lançado pela Honda, no final de 2020. Estivemos na apresentação para a imprensa, mas queríamos saber também a opinião de quem comprou o novo veículo. Para isso entrevistamos e viajamos junto com o jornalista e fotógrafo Fabiano Godoy, 48 anos, que tem vasta experiência com scooters. Na entrevista ele relembra os modelos que já estiveram na sua garagem, como os pequenos Suzuki Burgman 125 e o Honda Lead até os mais sofisticados como o Dafra Citycom 300 e o Honda SH 300. 

"Sou ligado no fora de estrada e também na praticidade e economia do scooter, vi que o Honda ADV reúne essas características". Fabiano já rodou bastante com seu ADV, principalmente em estradas de terra. Morador do interior de São Paulo precisa da versatilidade para enfrentar trechos não pavimentados "corto caminho por trás do condomínio e ganho tempo com isso" justifica o jornalista. 

Para encarar as estradas de terra o modelo vem equipado com pneus uso misto, que podem rodar tanto no asfalto ou fora dele. Na dianteira usa medida 110/80, rodas de 14 polegadas, na traseira roda de 13 polegadas e pneu mais largo 130/70. Além do desenho dos pneus, a distância livre do solo, item fundamental para ter tranquilidade em locais não pavimentados, é de 165 mm (ganho de 3cm em relação ao PCX). Os pneus também transmitem tranquilidade ao passar por trechos com lama ou alagados - situação bastante comum enfrentada por Fabiano no fim de verão quando as chuvas são constantes no período da tarde.

Saiba mais sobre a Honda ADV: https://bit.ly/3rxT9iO

Suspensão

A grande atração nesse tipo de scooter é o curso de suspensão, ou seja, o quanto a roda pode subir e descer ao passar por um buraco, valeta ou afundar durante a frenagem. Na dianteira esse curso chega a 13 centímetros, enquanto na traseira o curso é de 12 centímetros. Com essa medidas o piloto pode passar tranquilo pelos buracos sem o risco de dar fim do curso - quanto o amortecedor chega ao limite e o piloto sente uma pancada seca nas costas. Isso é fácil de perceber ao rodar em ruas de paralelepípedo ou mesmo com calçamento irregular.

fomos juntos até a Serra da Canastra, conhecer o ADV, a viagem confirmou as informações do proprietário

Outra característica importante é a fixação das carenagens "mesmo ao passar em estradas de terra, as carenagens não fazem barulho ou se soltam" afirma o proprietário. 

O motor com capacidade de 149,3 cc usa refrigeração líquida e atinge a potência máxima de 13,2 cv girando em 8.500 rpm enquanto o torque de 1,38 kgf.m está disponível em 6.500 giros. Os números são idênticos ao da PCX, porém as faixas de giros são menores – com destaque para o torque que chega mais cedo. Ou seja, quando começa a acelerar o piloto já sente a "força" do motor empurrando o scooter. A mudança se deve a maior fluxo de ar que chega ao propulsor por conta de alterações no duto de alimentação. Em nossa avaliação na estrada o ADV atingiu a velocidade máxima de 110 km/h no velocímetro.

O tanque de combustível tem capacidade para 8 litros e só pode abastecido com gasolina, segundo a Honda os técnicos do Instituto Mauá conseguiram consumo de 50,9 litros simulando o circuito urbano e 35,9 em ambiente rodoviário – velocidade constante de 80 km/h. Números surpreendentes, mas não impossíveis, dependendo do estilo de pilotagem. Segundo o proprietário a média de consumo oscila entre 36 e 43 km/litro. "Dependendo da forma que piloto na estrada consigo rodar mais de trezentos quilômetros, mas claro que depende da minha pressa".

Amigável, o scooter é um tipo de veículo muito fácil de conduzir, não tem pedal de câmbio ou manete de embreagem. O sistema de transmissão final é V-Matic, que usa polias e correia. As polias alteram de posição simulando uma marcha diferente. O sistema é bastante conhecido (e confiável) presente na maioria dos scooters do mundo. Esse tecnologia permite ao dono usar apenas as mãos (para acelerar e usar os freios). O freio dianteiro tem disco de 240 mm – com sistema ABS – enquanto a traseira usa disco de 220 mm. 

Ciclística

O quadro, do tipo berço duplo em aço – é o responsável por sustentar o motor e fixar suspensão traseira e dianteira.  O banco está a 795mm do solo e permite apoiar os pés com facilidade e controlar os 127 kg (a seco) desse novo Honda que oferece espaço para um capacete debaixo do banco e porta objetos no escudo frontal.


Destaque para o desing arrojado, inspirado no caro e sofisticado X-ADV, luzes em full LED, painel digital com dois computadores de bordo, chave Smart Key e sistema Idling Stop complementam o conjunto e fazem do ADV um scooter carismático e que chama atenção. Por falar em atenção, usa o prático sistema de luzes alerta, muito útil nas emergências de estradas ou ao parar nas praças de pedágio. 


O modelo tem preço público sugerido de R$ 17.490 - sem frete e seguro, tendo como base a cidade de Brasília (DF), nos outros Estados o preço final varia em função do ICMS, frete e política de preços do concessionário.  O valor da prestação, pelo consórcio Nacional Honda, começa em R$ 323,00 (para o plano de 80 meses). Sua garantia é de três anos (sem limite de quilometragem) e o fabricante oferece 7 trocas de óleo grátis.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

motor

Tipo OHC, monocilindrico, 4 tempos, refrigeração a liquido

Cilindrada 149,3 cc

Diâmetro x Curso 57,3 x 57,9 mm

Potência Máxima 13,2 cv a 8.500 rpm

Torque Máximo 1,38 kgf.m a 6.500 rpm

Sistema de Alimentação Injeção eletrônica PGMF-I

Relação de Compressão 10:6,1

Tanque de Combustível 8 Litros

Transmissão Tipo V-Matic

Óleo do Motor 0,9 Litro

Sistema de Partida Elétrico

Combustível Gasolina

chassi

Tipo Berço Duplo

Suspensão Dianteira Garfo Telescópico

Curso Amort. / Eixo Roda 130 /116mm

Suspensão Traseira Dois amortecedores

Curso Amort. / Eixo Roda 120 / 102 mm

Freio Diant. / Diâmetro A disco / 240 mm

Freio Tras. / Diâmetro A disco / 220 mm

Pneu Dianteiro 110/80-14M/C

Pneu Traseiro 130/70-13M/C

dimensões

Comprimento x Largura x Altura 1950 x 763 x 1153 mm

Distância entre Eixos 1324 mm

Distância Mínima do Solo 165 mm

Altura do banco795 mm

Peso Seco: 127 kg

Preço sugerido: R$ 17.490,00 (base Brasília – DF)


quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Entenda o sucesso da Honda Biz



Facilidade de pilotagem, praticidade e economia de combustível, herdados da Super Cub de 1958, explicam porque a Biz é uma das motos mais vendidas do Brasil

Por Arthur Caldeira, Agência Infomoto (matéria de abril/2018 com números atualizados)

Em meados da década de 1950, Soichiro Honda queria criar um novo conceito de motocicleta. Uma moto “pequena”, tão fácil de pilotar – “que o entregador de soba (uma espécie de macarrão japonês) pudesse conduzir com uma mão só”, dizia o fundador da empresa. Além disso, deveria ser robusta o suficiente para enfrentar as péssimas estradas do Japão naquela época.

Da ideia de Soichiro nasceu, em 1958, a Super Cub, uma receita que se tornou sucesso mundial. Nesses 60 anos de história, a marca já vendeu mais de 100 milhões de unidades de diversas versões ao redor do mundo, que tinham em comum o mesmo conceito.



Entre as variações está a nossa Honda Biz, lançada em 1998 (foto acima). Apesar de contar com o conjunto motriz semelhante à Super Cub original, formado por motor horizontal, embreagem centrífuga automática e câmbio sequencial, a Biz acrescentou um “tempero” brasileiro à receita japonesa.

O Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Honda Brasil teve a sacada de trocar a roda traseira de 17 polegadas por outra de menor diâmetro (14’’). Dessa forma a versão nacional também ofereceria um espaço porta-objetos sob o assento. “À princípio não foi fácil fazer os japoneses entenderem nossa ideia. Eles não concebiam uma Cub com rodas de diâmetros diferentes”, relembra Ruy Nakaya, engenheiro da Honda à época e hoje aposentado.

Após muita discussão, os brasileiros provaram que sua ideia funcionava na prática. Estava criada a Biz, um dos grandes sucessos da marca no País, que já vendeu mais de 4 milhões de unidades, até novembro de 2020.

Fãs atentos

A embreagem centrífuga é automática. Não há manete para acioná-la: basta pisar no pedal para subir as marchas ou pressionar o calcanhar para reduzir. Na hora de arrancar, é só acelerar. O motor não “morre”. Os discos de embreagem se desacoplam conforme cresce o giro do motor – a mesma solução criada em 1958 que já provou sua robustez e facilidade.

O monocilíndrico de 125 cc tem bom torque (1,04 kgf.m já a 3.500 rpm) para o uso urbano, o que reduz o uso do câmbio. A potência de 9,2 cv também é suficiente para manter 90 km/h em vias mais rápidas. A proposta da Biz não é desempenho, mas economia. Nesse quesito, o consumo de 44,7 km/litro fala por si só.

Na parte ciclística, a roda de liga-leve de 17 polegadas na dianteira encara bem o asfalto ruim. Com a ajuda das suspensões macias, o piloto não sente as imperfeições do piso como nos scooters. A novidade fica por conta dos freios (a disco na frente e tambor atrás) que agora têm sistema combinado. Ao pisar no pedal do freio traseiro, o dianteiro também é acionado e proporciona frenagens às vezes até exageradas. Afinal, a Biz 125 pesa apenas 100 kg a seco.

Outras novidades

Mas se o conjunto motriz e a ciclística são praticamente as mesas desde 1998, por que a Honda chama o modelo de “nova Biz”? Na parte visual as luzes de direção estão maiores no escudo frontal e, na traseira, foram integradas de forma mais harmoniosa à lanterna. A versão de 125 cc ainda traz um inédito painel digital de fácil leitura – que conta com a indicação “Eco”, quando a forma de pilotagem está consumindo menos combustível.

Mas as mudanças mais importantes para quem usa a Biz no dia-a-dia são mesmo no transporte de objetos. O assento pode ser aberto no miolo da chave de ignição, como nos scooters. O espaço ganhou um litro a mais (22 l no total). Pode parecer pouco, mas nos modelos anteriores era preciso certa manha para encaixar um capacete integral (fechado). No novo modelo a tarefa ficou mais fácil.

Já a tomada 12 V sob o banco seria mais útil se a Honda tivesse instalado uma entrada USB – ao menos que você tenha um adaptador para carregar seu smartphone. O gancho atrás do escudo frontal também não ajuda muito: como não há uma plataforma para apoiar, as sacolas penduradas ali ficam balançando e atrapalham um pouco a pilotagem.

Praticidade e economia conquistam

Particularmente, nunca fui muito fã das motonetas, como a Biz, muito em função do seu câmbio. A ausência do manete de embreagem e o câmbio sequencial e rotativo com as marchas para baixo sempre confundem minha cabeça de motociclista, acostumado com “a primeira pra baixo e o resto pra cima”.

Entretanto, admito que é fácil gostar da Biz 125 após duas semanas rodando no trânsito de São Paulo. A praticidade do espaço sob o banco, a facilidade de pilotagem sem apertar embreagem ou sujar o calçado no pedal de câmbio também me conquistaram. Isso sem falar na economia de combustível, em tempos de gasolina custando mais de R$ 4,00 o litro.

Também revela porque a receita da Super Cub fez tanto sucesso em todo o mundo. E continua a conquistar motociclistas de todos os gêneros com ou sem experiência, mesmo mais de meio século depois.


Ficha técnica

Honda Biz 125 (Saiba mais!)

Motor: OHC, monocilíndrico, 124,9 cm³, quatro tempos, duas válvulas, arrefecimento a ar

Potência: 9,2 cv a 7.500 rpm

Torque: 1,04 kgf.m a 3.500 rpm

Diâmetro e curso: 52,4 mm x 57,9 mm

Alimentação: Injeção eletrônica

Transmissão: câmbio semi-automático 4 marchas

Partida Elétrica

Suspensão dianteira Garfo telescópico com 100 mm de curso

Suspensão traseira Sistema bichoque com 86 mm de curso.

Freio dianteiro Disco simples de 220 mm de diâmetro e CBS

Freio traseiro Tambor com 110 mm de diâmetro

Pneus 60/100-17 (D) e 80/100-14 (T)

Dimensões: 1.894 mm de comprimento, 714 mm de largura, 1.085 mm de altura

Distância entre-eixos: 1.264 mm

Distância mínima do solo: 131 mm

Altura do assento: 753 mm

Peso a seco: 100 kg

Capacidade do Tanque: 5,1 litros

Cores: Laranja, Preto ou Branco (perolizados)

Preço público sugerido: R$ 10.590  (preço base São Paulo, valor atualizado divulgado no site do fabricante)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Como perder o medo e usar a moto todos os dias

Muita gente tira a CNH, compra uma moto e tem receio de usá-la para ir trabalhar, estudar ou viajar. Veja como treinar e ganhar confiança para superar o medo e ser feliz com sua motocicleta  

O que é o medo?

“O medo é um sentimento natural do ser humano, ele é importante pois está ligado ao extinto de sobrevivência” com essa frase a psicóloga Camila Ferreira, de Atibaia (SP), define um dos maiores obstáculos para que os recém-habilitados usem a motocicleta diariamente. Infelizmente não faltam exemplos de alunos que vencem as barreiras do exames teórico e prático e, quando recebem a tão sonhada CNH – Categoria “A”, não têm coragem de usar a moto. Muitos até desistem. O que é possível fazer para ajudar esses novos habilitados? O que eles podem fazer para superar o medo? 

Na maioria das vezes sentimos medo quando nos deparamos com uma situação que não dominamos. Pode ser caminhar em uma estrada escura, viajar de avião, ou mesmo, animais e insetos – nesse último caso os temores estão ligados às fobias. Vamos nos ater ao exemplo do recém-habilitado.

Segundo a psicóloga muitas vezes o medo é aflorado pelo excesso de exposição às notícias negativas, “infelizmente os acidentes ganham destaque na mídia, o recém-habilitado ainda não domina a pilotagem e acaba criando um temor exacerbado, pensando nos riscos de andar de moto”.  A profissional afirma que aumentar o conhecimento da motocicleta, seja com treinamento ou ajuda de um especialista (aulas particulares com o instrutor, por exemplo) ajudam a aumentar a confiança e superar o medo.

Treinar, treinar, treinar...


O jornalista Cicero Lima, habilitado há 40 anos, afirma que a moto faz parte do seu corpo “parece que as rodas são minhas pernas e, o guidão, meus braços, tamanha a intimidade que criei com o veículo”. Mas no começo não era assim. O comunicador ainda lembra do temor inicial em subir uma rua  “minhas mãos suavam só de pensar em encarar um rampa de moto” lembra Cicero.
Por conta disso o jornalista gravou um vídeo (clique aqui disponível Canal Revista Moto Escola) com 5 dicas para quem deseja superar esse temor. Lá ele mostra como ganhar intimidade com sua moto e usá-la no cotidiano sem medo.

                                             Passo 1 – Ruas Tranquilas



Procure rodar em ruas sossegadas, próximas à sua casa para ter noção de convivência com outros veículos e pedestres. Aproveite para treinar o uso dos freios e sinta a reação da moto ao apertar o manete ou pisar no pedal. A troca de marchas, passando para terceira, quarta, quinta e reduzindo, vai aumentar a sua intimidade com a moto e as reações do câmbio e embreagem. Por falar em embreagem, treine bastante a forma correta de sair com a moto, isso evita o risco do motor “morrer” e você ficar nervoso (ou nervosa) em meio aos outros veículos. Há, mas caso isso aconteça, não se apavore. Respire fundo, ache o neutro (ponto morto) ou aperte a embreagem para ligar a moto novamente. Olhe no retrovisor e saia com cuidado.

                                              Passo 2 – Seguindo o fluxo


Quando você estiver mais confiante comece a rodar em ruas de maior movimento, sempre seguindo o fluxo, ou seja, na mesma velocidade que os outros veículos. Não fique muito próximo ou distante dos outros carros. Se estiver mais lento, mantenha à direita, mas fique atento à sujeira, mancha de óleo e detritos que se acumulam próximo às sarjetas, se usar o freio nessas condições existe o risco de derrapagens. Acostume-se a olhar no retrovisor para perceber a aproximação de outros veículos em velocidade elevada e, se for possível, facilite a ultrapassagem.

                                               Passo 3 – Você no corredor


Uma das facilidades da motocicleta é a possibilidade de usar o corredor entre os veículos quando o trânsito está parado. Quando você estiver confiante e o trânsito parar, dê a seta olhe no retrovisor para ver se se alguma moto está se aproximando. Se tudo estiver livre entre no corredor em velocidade moderada e sempre atento a presença de pedestres atravessando entre os carros. Quando o trânsito voltar a andar, retome seu lugar no centro da faixa e siga o fluxo.  Evite usar o corredor quando o trânsito está fluindo, existe o risco de fechadas pois muitas vezes o motorista não vê a moto que está no ponto cego.

                                            Passo 4 – Usando bem os freios


Seja no corredor ou seguindo o fluxo do transito, usar o freio de forma adequada, distribuindo a força de frenagem entre a roda dianteira e traseira, aumenta o controle e diminui o espaço que a moto percorre até a parada total. Acostume-se a usar o freio dianteiro, que tem maior eficiência, associado ao traseiro, que ajuda a controlar a moto. Usar somente o freio traseiro (como a maioria dos alunos faz durante o curso prático) permite que a moto percorra um espaço maior e até derrape, podendo causar uma queda – veja no vídeo.

                                               Passo 5 – Subidas e descidas



Quem mora em cidades de região serrana deve se acostumar às reações da moto nas subidas e descidas. Controlar a moto na saída em um aclive exige o controle simultâneo da embreagem, acelerador e freio traseiro. Mas não é complicado, basta treinar para dosar o acelerador enquanto solta a embreagem e o freio traseiro ao mesmo tempo. Use marchas baixas, como a primeira, até ter controle para trocar pra a segunda, por exemplo. Se for necessário parar na subida, aperte a embreagem e use o freio traseiro para controlar a saída. Nas descidas use o freio-motor, usando a mesma marcha usada para subir, dessa forma a moto será controlada de forma mais eficiente. Saiba mais!

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

O que significam as cores das placas de trânsito

A sinalização de trânsito é composta por placas (chamada de sinalização vertical), faixas no chão (sinalização horizontal) entre outras. A sinalização vertical é a mais comum e está presente em nossas ruas e estradas. É difícil passar por uma esquina que não tenha uma placa informando, alertando ou até impondo (ou proibindo) que você faça determinada manobra.

Além dos avisos por escrito (ou símbolos) as cores das placas também servem de orientação enquanto você estiver pilotando, dirigindo ou mesmo caminhando. Entenda o significado das cinco cores mais importantes no trânsito.


Vermelha – é melhor obedecer


Essa é a cor mais importante, pois ela é usada nas placas impositivas que informam as condições, proibições ou restrições do uso das vias. Limites de velocidade, sentido obrigatório e parada obrigatória são mandatórios, ou seja, os motoristas ou motociclistas que os desobedecerem serão multados. Nesse grupo existem cerca de 60 placas.


Amarela – fica esperto


Presente em quase 70 placas, a cor amarela também exige atenção do piloto por informar situações potencialmente perigosas. Passagem de pedestres, área de desmoronamento ou vento lateral são algumas dessas indicações. Ao ver uma placa amarela é preciso ficar atento, pois as condições da pista ou a sua volta podem ser alteradas.


Laranja – tem gente trabalhando


Embora usadas em sua maioria nas estradas, as placas laranja – geralmente acompanhadas de cones, cavaletes ou tapumes – exigem cuidado. Eles determinam desvios, velocidade, sentido de fluxo e até limitam as dimensões (e peso) dos veículos no trecho. Para os motociclistas a presença dessas placas é ainda mais importante. Na maioria dos casos, nos trechos em obras, a pista costuma ficar escorregadia aumentando o risco de quedas.


Azul – O que você precisa



Esse grupo de placa informa os serviços que o usuário da estrada encontrará pela frente. Apoio mecânico, posto de abastecimento, praças de pedágio e até pronto socorro são informados. Para quem está viajando, as placas em azul são aliadas para saber a distância ao próximo posto de gasolina, por exemplo. Junto com as azuis, as placas verdes informam quanto falta para chegar a destinos importantes ou a cidades mais próximas.


Branca – Tem agito no caminho


As placas brancas estão ligadas a atrativos turísticos, esportes e recreação ou atividades ao ar livre. Praias, parques, cachoeiras ou, também, a proximidade de áreas de exposição, pavilhão de feiras ou convenções são sinalizados com placas brancas ou marrons. Vale lembrar que esse tipo de lugar costuma reunir muitas pessoas e gerar grande fluxo de veículos exigindo maior atenção do piloto ou motorista. Texto Cicero Lima Fotos: Agência Infomoto/Divulgação

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

O preço não é fator decisivo, quanto custam as motos mais vendidas do Brasil


Conheça as motos mais vendidas do Brasil, no acumulado entre janeiro e setembro de 2020. Os preços começam em R$ 6.700 e se aproximam do R$ 20 mil. Nem sempre as mais baratas estão no topo de vendas, mostrando que consumidor não busca somente preço na hora da sua escolha. Os dados de foram fornecidos pela Fenabrave (federação dos distribuidores das montadoras) com os números de emplacamentos em todo o País. Os valores são preços sugeridos nos sites da montadores sem o custo de frete, assim podem variar por região e concessionária.



Em primeiro lugar está a Honda CG 160 com 30.727 unidades emplacadas em setembro e o acumulado chega a 183.352 motos entre janeiro e setembro. Disponível em cinco modelos  (Cargo, Start, Fan, Titan e Titan S) a CG é o líder de vendas imbatível e os preços começam em R$ 9.630 (para a versão Start) e chegam a R$ 12.430 na Titan S, a top de linha.


No segundo lugar está a Honda Biz. Em setembro foram comercializadas 12.419 unidades dessa motoneta. O acumulado do ano é de 94.539 unidades do modelo disponível em duas versões de motorização e acabamento (a Biz 110i que tem preço inicial de R$ 8.560) e a Biz 125 que custa R$ 10.590.

Por falar em versatilidade a Honda NXR 160 Bros é a terceira moto mais vendida do País e tem como atrativo a capacidade de enfrentar qualquer tipo de terreno. Em setembro foram emplacadas 12.419 unidades e o total acumulado do ano é de 69.800 motos. Disponível em duas versões, a ESDD (R$ 13.247) e a EDSS Especial Edition avaliada em R$ 13.556.

O modelo em quarto lugar é o mais barato da Honda no Brasil: a Pop 110i que tem na simplicidade e baixo custo os principais atrativos. Custando R$ 6.706 o modelo foi o escolhido por 10.105 brasileiros e o acumulado de vendas em 2020 chega a 58.979 unidades.


Em setembro as vendas da Honda CB 250 F Twister atingiram 2.676 unidades enquanto o acumulado dessa naked chegou a 18.861 unidades, estando na quinta posição. Disponível em duas versões (ABS e CBS) os preços começam em R$ 15.075 (CBS); R$ 15.393 (CBS Special Edition); R$ 16.114 (ABS) e R$ 16.423 para a versão ABS Especial Edition. 

Na sexta posição no ranking, com venda mensal de 2.612 unidades e o acumulado de 18.373 unidades, está o scooter Honda HONDA PCX 150. Disponível em quatro opções tem preço inicial de R$ 12.710 na versão CBS e R$ 13.990 (versão ABS). A versão top de linha DLX tem preço inicial de R$ 14.410 (versão ABS) que é o mesmo preço da versão Sport. 


 A sétima colocada e a primeira Yamaha da lista, é a Fazer 250 que foi escolhida por 2.518 pilotos em setembro - o acumulado de vendas em 2020 chega a 16.625 unidades. O preço dessa Naked, oferecida em versão única e três opções de cores, é de R$ 17.490.

A street Factor 150 é a oitava colocada com 2.477 unidades vendidas em setembro e o acumulado dessa Yamaha que, em 2020, atingiu 15.275 motocicletas emplacadas. O modelo, disponível somente na versão ED UBS (freio combinados) custa R$ 11.190 e está disponível em três opções de cores. 

Outra Yamaha está em nono lugar, trata-se da todo terreno Crosser XTZ 150 que foi a escolhida por 2.318 consumidores em setembro e acumula a venda de 15.107 unidades entre janeiro e setembro de 2020. O modelo está disponível em duas versões (S por R$ 14.090) e (Z por R$ 14.290).

A décima e última da lista é a todo terreno Honda XRE 300. Foram vendidas 811 unidades em setembro e o acumulado chega a 12.370 motos emplacadas em 2020. O modelo está disponível em três versões: XRE 300 ABS (R$ 19.340); XRE 300 ABS Adventure (R$ 19.860) e a XRE 300 Rally (R$ 19.860).






segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Honda SH 150i tem roda grande para encarar nossas ruas

O scooter Honda SH 150i tem uma série de características legais para quem procura um veículo de duas rodas para o dia a dia. Rodas de 16 polegadas, farol e lanterna de LED, freios ABS, tomada 12 Volts e sistema idling stop – que desliga automaticamente o motor em paradas mais longas, como nos semáforos, por exemplo. Outro diferencial do SH 150i é o sistema de chave “smart key”, que destrava o veículo e libera a partida, sem a necessidade de inserir a chave no contato.


Seu motor de um cilindro com 149,3 cm³, OHC (Over Head Camshaft) com duas válvulas, injeção eletrônica e refrigeração líquida. Sua potência é de 14,7 cv a 7.750 rpm e o torque máximo de 1,40 kgf.m a 6.250 rpm. Consegue sair na frente dos carros e sua velocidade máxima, no velocímetro, é de 120 km/h.

A transmissão automática continuamente variável (CVT) oferece conforto e praticidade, já que não é preciso acionar a embreagem, muito menos engatar marchas. O consumo passa dos 40 km/litros - de acordo com o estilo de pilotagem. Com tanque de 7,5 litros, pode rodar de 300 quilômetros com um tanque.


As rodas grandes (aro 16) são calçadas com pneus sem câmara nas medidas 100/80-16(D) e 120/80-16 (T). Na dianteira, o SH 150i tem garfo telescópico tradicional com 90 mm de curso. Na traseira, duplo amortecedor com 80 mm de curso e cinco ajustes na pré-carga da mola. Os freios são a disco nas duas rodas com sistema ABS de dois canais de série.

O SH 150 oferece para o capacete debaixo do banco, um gancho no escudo frontal para levar uma sacola apoiada na plataforma e um pequeno porta-objetos com tomada 12V. O bagageiro, que traz incorporadas as alças da garupa, já está preparado para suportar um baú.

O modelo conta com lanterna e farol de LED que, aliás, confere um ar bastante moderno ao scooter. O painel de instrumentos traz velocímetro, marcador de combustível e temperatura do líquido de arrefecimento e um computador de bordo que informa hodômetro total, dois parciais, consumo instantâneo e consumo médio.

No SH 150, o piloto fica com o tronco ereto e pés bem posicionados na plataforma. Os comandos são fáceis de operar e o modelo oferece soluções inteligentes, como o porta-objetos atrás do escudo que conta com o carregador 12 Volts.

O scooter está disponível em duas versões, a SH 150i nas cores vermelha e cinza (preço R$ 13.340) e a SH 150 DLX na cor preto perolizado com preço inicial de R$ 13.880 – não incluso frete e seguro. O SH 150i tem três anos de garantia sem limite de quilometragem e fornecimento de óleo em 7 revisões .

Saiba mais! https://bit.ly/36hTsGU