segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Veja nossa lista com seis modelos e escolha a primeira scooter

As scooters podem ser uma excelente porta de entrada para os iniciantes no mundo das duas rodas. Elas também agradam aos mais experientes que buscam um segundo veículo para fazer companhia à sua moto na garagem.

Elas usam uma espécie de câmbio automático (chamado CVT). Graças a este sistema o piloto não precisa trocar de marcha, basta acelerar – como nos carros automáticos. Essa característica facilita muito a vida do iniciante no mundo das duas rodas, que não precisa se preocupar em usar a embreagem e trocar de marchas. Além disso, o scooter não “morre” nas saídas de farol ou nas subidas. Basta acelerar.

Outra diferença básica em relação às motos são os freios. Para acioná-los o piloto usa apenas as mãos: no manete direito freia a roda dianteira; e no esquerdo, a roda traseira. Muitos oferecem freios combinados, que distribuiu a frenagem entre as rodas de forma mais eficiente. Outros possuem até mesmo o sistema de freios ABS, capaz de evitar o travamento das rodas.

Os scooters têm carenagem frontal – também conhecida como escudo – que protege os pés e pernas dos pilotos contra o frio e chuva. Outra atração desses veículos está na capacidade de transportar o capacete e outros objetos sob o banco.

Pensando na facilidade de pilotagem e na praticidade, fizemos essa lista com seis modelos oferecidos pela Honda, maior fabricante do Brasil 

Honda Elite 125 (foto acima)

Modelo de entrada do fabricante, usa motor de 125 cc e seu banco fica a apenas ???? do chão. mais barato entre os concorrentes apresentados nesta lista. Além disso, ele é o mais leve - pesa 104kg (a seco, sem óleo e combustível) - e seu assento fica apenas a 772 mm do solo. Características que permitem manobrá-lo sem esforço mesmo desligado. Seu motor de 125 cc tem modestos 9,34 CV a 7.500 giros. 

Equipado com rodas de 12 polegadas na frente e 10 atrás, oferece bom espaço sob o banco (cabe um capacete fechado). O tanque tem capacidade para 6,4 litros.


Honda PCX 150 (foto acima, versão ABS)

O primeiro veículo de duas rodas a contar com o sistema idling stop, que desliga o motor em paradas longas por mais de três segundos, o PCX tem no baixo consumo e na autonomia grandes atrativos. Seu motor de 149,3 cm³ é capaz de atingir a potência máxima de 13,2 cv a 8.500 giros. Com seu tanque de 8 litros pode rodar quase 300 km sem necessidade de abastecimento. As rodas de 14 polegadas convivem melhor com terrenos irregulares e têm freio a disco na dianteira e traseira e freio ABS. Seu banco fica a 76 cm do solo e o PCX pesa 126 kg (a seco), dimensões que garantem facilidade de pilotagem.

Destaque para a iluminação full LED, chave smart key, tomada 12V e painel totalmente digital.



Honda SH 150i (foto acima)

Com suas rodas grandes (de 16 polegadas) o novo Honda SH 150 é capaz de conviver melhor com as ruas esburacadas. Outro atrativo é o sistema de freios ABS, mas o grande diferencial é a chave do tipo smart key que não precisa ser inserida no contato. Basta mantê-la próxima ao scooter para ligar o motor de 149,3 cm³ com potência máxima de 14,7 cv a 7.750 giros que acelera com bastante vigor.

Seu tanque tem capacidade para 7,5 litros e a economia de combustível é auxiliada pelo sistema idling stop - que desliga o SH 150 toda vez que ele para durante mais de 3 segundos. Sob o banco é possível guardar um capacete fechado. O destaque visual do SH 150 fica por conta das luzes de LED. Seu banco fica a 79,9 cm do solo e seu peso (a seco) de 129 kg exigem habilidade do piloto. Também disponível na versão DLX

Honda ADV (foto acima)

Único em sua categoria, traz atrativos para enfrentar todo tipo de terreno. O conjunto formado pela suspensão Twin Subtank Showa (traseira), rodas de 14 polegadas e pneus destinos é capaz de enfrentar estradas sem asfalto e até superar obstáculos como pedras e buracos. O motor do ADV, de  149,3 cm³ oferece a potência máxima de 13,2 cv, mas o torque de 1,38 kgf.m "empurra" os 127 kg (a seco) com vigor.

Seu tanque tem capacidade para 8 litros e permite viajar por mais de 300 km (claro, dependendo da forma de pilotagem). Iluminação full LED, chave smart key, painel 100% digital e são atrativos do modelo que traz para-brisa regulável. 

Honda SH 300i Sport (foto acima)

Quem busca um modelo para usar na cidade e também em viagens (com ou sem garupa) a SH 300i oferece bom desempenho na estrada - graças ao motor de 279,1 cc que atinge a potência máxima de 25,9 cv. Rodas de 16 polegadas, sistema de freio ABS completam o conjunto que também traz um grande para-brisa que garante conforto e proteção (principalmente para enfrentar a chuva e frio).

O tanque de 9,1 litros permite rodar mais de 250 quilômetros sem preocupações com autonomia. Chave smart kay, tomada de 12 V e o assoalho plano são atrativos desse modelo que traz o design europeu. 

Honda X-ADV (foto acima)

Um dos modelos mais modernos do mundo, a X-ADV oferece motor de dois cilindros de 745 cc - com potência máxima 54,8 cv a 6.250 rpm. Essa potência é controlada pelo sistema de embreagem dupla - chamada DCT. A troca de marchas pode ser feita automaticamente ou pelo piloto. Repleto de tecnologia - como o HSTC (sistema de controle de torque que chega à roda) para ajudar o piloto a controlar a "força" do modelo.  Computador de bordo, chave smart key, tomada 12V completam o pacote eletrônico. Além, é claro, de painel digital e sistema de freios ABS.

Pesando 228 kg o banco está a 820 mm do solo o que já exige experiência do piloto para tirar o melhor do X-ADV. 


terça-feira, 3 de agosto de 2021

Opinião: a Honda CG não parou no tempo...

 

Em primeiro plano a Honda CG 125 (lançada em 1976) e a atual CG 160 Titan, ano 2022 

Ao analisar a longa jornada da Honda CG 125, que começou em 1976 na fábrica da marca - localizada em Manaus (AM) é possível perceber o tamanho da evolução na nossa indústria de duas rodas. A pequena e valente CG 125 daquele ano tinha apenas 11 cv de potência, freios a tambor e partida a pedal - isso mesmo, não havia o mágico botão de partida!!!. 

Passados 45 anos o modelo  usa motor flex (que pode ser abastecido de etanol e gasolina) com 160 cc e  15,1 cv, sistema de freios combinados com disco na dianteira, partida elétrica e até painel digital.  

No vídeo, faço de questão de mostrar como a CG era apenas um veículo utilitário. Não havia espaço para requintes de design, era forte e valente como os pioneiros da nossa indústria.

Hoje, depois de 45 anos, colocar lado a lado esses ícones da nossa indústria (a CG ainda é o veículo de duas rodas mais vendido no Brasil) temos a dimensão da evolução do modelo e também do nosso consumidor. E a CG se adequou às exigências ambientais e também do mercado. Veja o vídeo, conheça minha opinião e as mudança da CG

Estrada não é avenida


Pilotar na estrada não é a mesma coisa que conduzir em uma via urbana. Pelo contrário: existem diferenças fundamentais entre a estrada e as avenidas. A começar pelo maior espaço necessário para a frenagem, pois a velocidade de rodagem é mais alta; outra é a necessidade de se atentar ao ritmo dos outros veículos, para não atrapalhar o fluxo ou se envolver em situações arriscadas. Confira algumas dicas para rodar com segurança em rodovias e estradas.

Entrar na estrada 

Na hora de entrar na estrada é preciso ficar atento à distância e à velocidade dos veículos que já estão na pista. O mais indicado é ganhar velocidade no acostamento, acompanhando a faixa pontilhada, e depois entrar na faixa (da direita) da via. 

Alguns motociclistas têm o péssimo (e perigoso) hábito de entrar na estrada sem que sua moto atinja uma velocidade compatível com os outros veículos. Nesse caso, existe o risco de abalroamento, ou seja: uma colisão traseira. Este risco aumenta ainda mais quando a moto entra na frente de um veículo pesado. Por conta do seu peso, tanto o caminhão quanto o ônibus, precisam de mais tempo e espaço para reduzir a velocidade. 

Distância adequada

Um erro bastante comum por parte dos motociclistas é rodar próximo a caminhões ou ônibus, uma manobra chamada de “pegar o vácuo”. Na época de frio, dias de chuva ou garoa é fácil ver motos andando bem próximas aos veículos de carga. Como os veículos são grandes, agem como um grande escudo desviando o ar da frente da moto. O risco é ser surpreendido por uma frenagem de emergência e não ter tempo hábil para frear a motocicleta. 

Outro problema é se deparar com um buraco, animal morto ou pedaço de pneu surgindo por baixo do caminhão ou do ônibus. Se estiver muito perto do veículo o piloto não terá tempo para reagir e acabará colidindo com o objeto ou mesmo entrando com a moto no buraco. Nos dois casos existe o risco de perda de controle e queda da moto.



Congestionamento na estrada

Nos horários de pico, no começo da manhã e no fim da tarde, as rodovias que cortam ou passam perto de grandes cidades costumam apresentar um tráfego intenso. Esse tipo de situação é um incentivo aos motociclistas a circular no corredor. Porém, o piloto deve levar em consideração que muitos motoristas nem imaginam que uma moto pode estar passando ao seu lado.

Existem os motoristas que mudam de faixa de forma abrupta – sem olhar no retrovisor e sem usar a seta – e o resultado pode ser um grave acidente. Muitos alegam não ter visto a moto (principalmente os caminhoneiros). E isso pode ser verdade, já que em muitos casos não existe condições de perceber a aproximação do motociclista. Por mais que o uso do corredor nas cidades seja um hábito comum, na estrada é preciso cuidado redobrado. 

O ideal é não circular entre os veículos, porém se o motociclista decidir entrar no corredor deve fazê-lo de maneira cuidadosa. Prestar atenção aos outros veículos e rodar sempre em velocidade moderada, diminui consideravelmente os riscos. E, claro, jamais circular entre veículos de carga. A moto é pequena e não pode ser vista pelo motorista em meio a uma curva, por exemplo.



Óleo na pista

Próximo aos postos de combustíveis sempre existe uma placa informando redução de velocidade. Caso a pista seja simples, existe a linha continua que proíbe a ultrapassagem. Essa sinalização serve de alerta para os perigosos inerentes a esse tipo de local. Por isso vale reduzir a velocidade e analisar as condições do tráfego. Existe ainda a chance de veículos de carga cruzarem a pista para acessar o posto.

As entradas e saídas de posto de combustível também podem esconder armadilhas como pedriscos, calçamento irregular, buracos e até graxa e óleo derramados por caminhões pesados. Convém reduzir a velocidade e usar os freios com suavidade para não travar a roda e sofrer uma queda.

Próximo aos postos também é preciso ficar atento às curvas. Alguns caminhões podem derramar óleo diesel, ou por culpa de frentistas que se esquecem de fixar a tampa ou ainda pelo excesso de combustível no tanque. Infelizmente, um problema frequente nas estradas. 


Ultrapassagem

Motos e caminhões não combinam. Além das diferenças de frenagem e aceleração, os veículos de carga oferecem outros perigos como a possibilidade de queda de objetos e detritos. A banda de rodagem do pneu do caminhão pode se soltar e voar na estrada. Por isso o ideal é ultrapassar rapidamente esses veículos ou aguardar o melhor momento para executar a manobra, evitando rodar por muito tempo ao lado de veículos pesados. 


Saindo da estrada

A saída da rodovia deve ser feita com atenção e muito bem sinalizada – sempre indique com a seta a direção que vai seguir. Reduza a velocidade com antecedência e avalie as condições do piso e do tráfego antes de acessar alguma alça de acesso ou o acostamento. Após deixar a rodovia é importante prestar atenção ao limite de velocidade nas ruas e avenidas. Mesmo estando próximas, estradas e avenidas são muito diferentes. Confira o vídeo em nosso canal: 


 

segunda-feira, 17 de maio de 2021

Aposentado de 102 anos vai na academia e visita os amigos dirigindo seu VW Santana. Só não pode rodar na estrada e depois do pôr do sol.

A assessoria de imprensa do Detran, de São Paulo, sempre nos presenteia com boas histórias. O caso do aposentado Antônio Genez Parize é uma delas. Aos 102 anos ele renovou sua Carteira de Habilitação em Avaré (SP) - cidade distante 270 km da capital. Confira.


"Sr. Antônio, que possui habilitação nas categorias A e B (pode também conduzir motocicletas), tirou a primeira habilitação aos 47 anos e não pretende parar de dirigir. Afinal, ele quer manter a rotina de usar o seu Santana vinho para ir dia sim dia não à academia, ao mercado e visitar os amigos. Só a pandemia brecou o cotidiano do motorista veterano. “O carro é o xodó dele”, afirmou Maria Lúcia Soares da Silva, cuidadora do seu Antônio, que em agosto completará 103 anos. 


Mas atenção, seu Antônio! Nada de circular em vias de trânsito rápido. No laudo do médico credenciado pelo Detran.SP que o liberou a dirigir, o aposentado foi informado de que também não pode conduzir o veículo em rodovias e está proibido de botar as mãos no volante após o pôr do sol. Por conta da idade.

Embora a renovação de CNH possa ser realizada online, com exceção do exame médico que é feito em um consultório credenciado, condutores na situação do seu Antônio precisam comparecer presencialmente a cada renovação.  Isto porque o sistema foi configurado para bloquear “renachs” de quem tem mais de 100 anos, justamente por ser difícil existirem condutores com idade tão avançada". 

texto e fotos: Assessoria de Imprensa DetranSP

sábado, 3 de abril de 2021

Pode criança na garupa? Só com 10 anos ou mais!

A partir de 12 abril de 2021 só as crianças com 10 anos ou mais poderão ser transportadas nas motos. Essa é a data que entra em vigor a Lei 14071/20, que alterou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Antes a idade limite era de 7 anos e passou para 10, além da idade mínima é necessário que a criança tenha condições de cuidar da própria segurança - apoiar os pés nas pedaleiras e se segurar no adulto. Quem desobedecer a lei receberá uma multa gravíssima, a moto e a CNH serão recolhidas, informou o Detran-SP em comunicado à imprensa. 

Se fosse pega a moça pagaria multa de R$ 293,47 além de ter a moto e a CNH recolhidas


quinta-feira, 1 de abril de 2021

Licenciamento placa final 1 até 30 de abril, veja como fazer

Os donos de veículos com placa de final 1, tem até 30 de outubro para fazer licenciamento referente a 2021. O prazo varia de acordo com o final da placa, menos os caminhões e tratores (veja tabela abaixo).

O serviço é feito de forma digital, ou seja, não é preciso ir ao Detran ou Poupatempo para regularizar sua moto (ou carro). 

O valor da taxa para licenciar veículos usados é de R$ 98,91, independentemente do calendário de vencimento. Para veículos zero km, o valor é de R$ 131,80. Em comunicado o Detran avisa "É importante reforçar que neste ano não haverá cobrança de taxa do seguro DPVAT, conforme decisão do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP)".

Com o número do Renavam e pagar, via internet banking, aplicativo ou caixa eletrônico, os débitos – IPVA, possíveis multas e a taxa de licenciamento.

O pagamento poderá ser feito via internet banking, aplicativo ou caixa eletrônico nos bancos conveniados (Santander, Bradesco, Banco do Brasil, Safra, Itaú, Caixa Econômica Federal) e nas Lotéricas.

Um dia após o recebimento, o CRLV ficará disponível para download e impressão no item Licenciamento Digital nos portais do Poupatempo (www.poupatempo.sp.gov.br), Detran.SP (www.detran.sp.gov.br) e Denatran (portalservicos.denatran.serpro.gov.br), além dos aplicativos Poupatempo Digital, Detran.SP e Carteira Digital de Trânsito – CDT. O motorista poderá salvar o documento no próprio celular ou imprimir na sua casa, em papel sulfite comum.

Confira os prazos de licenciamento no Estado de São Paulo. 



quarta-feira, 17 de março de 2021

Limpeza e orientação no Rodoanel

 

kits de higiene e orientação para motos pequenas nas quartas e, nos fins de semana, motos grandes  

Os motociclistas que usarem o Rodoanel Mário Covas receberão um kit composto por  flanela, álcool gel, máscara, sabonete e porta-sabonete. A ação, promovida pela CCR RodoAnel em parceria com a Polícia Militar Rodoviária, acontecerá nos entroncamentos com as rodovias Castello Branco, Raposo Tavares, Bandeirantes, Régis Bittencourt, além da Avenida Raimundo Pereira de Magalhães. 

 Em comunicado à imprensa, a assessoria da CCR informa que os profissionais da concessionária atuarão nas quartas-feiras com ações para as motos de baixa cilindrada e nos finais de semana "o foco serão as motos de alta cilindrada".

Além do kit, os motociclistas receberão material impresso com orientações sobre segurança e manutenção dos veículos. 

segunda-feira, 8 de março de 2021

Entrevista com um comprador do Honda ADV

Fabiano e sua ADV (branca) está feliz com o novo scooter por conta da versatilidade
 Alguns produtos são capazes de criar expectativa por serem únicos, sem concorrentes. Um deles é o novo scooter ADV, lançado pela Honda, no final de 2020. Estivemos na apresentação para a imprensa, mas queríamos saber também a opinião de quem comprou o novo veículo. Para isso entrevistamos e viajamos junto com o jornalista e fotógrafo Fabiano Godoy, 48 anos, que tem vasta experiência com scooters. Na entrevista ele relembra os modelos que já estiveram na sua garagem, como os pequenos Suzuki Burgman 125 e o Honda Lead até os mais sofisticados como o Dafra Citycom 300 e o Honda SH 300. 

"Sou ligado no fora de estrada e também na praticidade e economia do scooter, vi que o Honda ADV reúne essas características". Fabiano já rodou bastante com seu ADV, principalmente em estradas de terra. Morador do interior de São Paulo precisa da versatilidade para enfrentar trechos não pavimentados "corto caminho por trás do condomínio e ganho tempo com isso" justifica o jornalista. 

Para encarar as estradas de terra o modelo vem equipado com pneus uso misto, que podem rodar tanto no asfalto ou fora dele. Na dianteira usa medida 110/80, rodas de 14 polegadas, na traseira roda de 13 polegadas e pneu mais largo 130/70. Além do desenho dos pneus, a distância livre do solo, item fundamental para ter tranquilidade em locais não pavimentados, é de 165 mm (ganho de 3cm em relação ao PCX). Os pneus também transmitem tranquilidade ao passar por trechos com lama ou alagados - situação bastante comum enfrentada por Fabiano no fim de verão quando as chuvas são constantes no período da tarde.

Saiba mais sobre a Honda ADV: https://bit.ly/3rxT9iO

Suspensão

A grande atração nesse tipo de scooter é o curso de suspensão, ou seja, o quanto a roda pode subir e descer ao passar por um buraco, valeta ou afundar durante a frenagem. Na dianteira esse curso chega a 13 centímetros, enquanto na traseira o curso é de 12 centímetros. Com essa medidas o piloto pode passar tranquilo pelos buracos sem o risco de dar fim do curso - quanto o amortecedor chega ao limite e o piloto sente uma pancada seca nas costas. Isso é fácil de perceber ao rodar em ruas de paralelepípedo ou mesmo com calçamento irregular.

fomos juntos até a Serra da Canastra, conhecer o ADV, a viagem confirmou as informações do proprietário

Outra característica importante é a fixação das carenagens "mesmo ao passar em estradas de terra, as carenagens não fazem barulho ou se soltam" afirma o proprietário. 

O motor com capacidade de 149,3 cc usa refrigeração líquida e atinge a potência máxima de 13,2 cv girando em 8.500 rpm enquanto o torque de 1,38 kgf.m está disponível em 6.500 giros. Os números são idênticos ao da PCX, porém as faixas de giros são menores – com destaque para o torque que chega mais cedo. Ou seja, quando começa a acelerar o piloto já sente a "força" do motor empurrando o scooter. A mudança se deve a maior fluxo de ar que chega ao propulsor por conta de alterações no duto de alimentação. Em nossa avaliação na estrada o ADV atingiu a velocidade máxima de 110 km/h no velocímetro.

O tanque de combustível tem capacidade para 8 litros e só pode abastecido com gasolina, segundo a Honda os técnicos do Instituto Mauá conseguiram consumo de 50,9 litros simulando o circuito urbano e 35,9 em ambiente rodoviário – velocidade constante de 80 km/h. Números surpreendentes, mas não impossíveis, dependendo do estilo de pilotagem. Segundo o proprietário a média de consumo oscila entre 36 e 43 km/litro. "Dependendo da forma que piloto na estrada consigo rodar mais de trezentos quilômetros, mas claro que depende da minha pressa".

Amigável, o scooter é um tipo de veículo muito fácil de conduzir, não tem pedal de câmbio ou manete de embreagem. O sistema de transmissão final é V-Matic, que usa polias e correia. As polias alteram de posição simulando uma marcha diferente. O sistema é bastante conhecido (e confiável) presente na maioria dos scooters do mundo. Esse tecnologia permite ao dono usar apenas as mãos (para acelerar e usar os freios). O freio dianteiro tem disco de 240 mm – com sistema ABS – enquanto a traseira usa disco de 220 mm. 

Ciclística

O quadro, do tipo berço duplo em aço – é o responsável por sustentar o motor e fixar suspensão traseira e dianteira.  O banco está a 795mm do solo e permite apoiar os pés com facilidade e controlar os 127 kg (a seco) desse novo Honda que oferece espaço para um capacete debaixo do banco e porta objetos no escudo frontal.


Destaque para o desing arrojado, inspirado no caro e sofisticado X-ADV, luzes em full LED, painel digital com dois computadores de bordo, chave Smart Key e sistema Idling Stop complementam o conjunto e fazem do ADV um scooter carismático e que chama atenção. Por falar em atenção, usa o prático sistema de luzes alerta, muito útil nas emergências de estradas ou ao parar nas praças de pedágio. 


O modelo tem preço público sugerido de R$ 17.490 - sem frete e seguro, tendo como base a cidade de Brasília (DF), nos outros Estados o preço final varia em função do ICMS, frete e política de preços do concessionário.  O valor da prestação, pelo consórcio Nacional Honda, começa em R$ 323,00 (para o plano de 80 meses). Sua garantia é de três anos (sem limite de quilometragem) e o fabricante oferece 7 trocas de óleo grátis.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

motor

Tipo OHC, monocilindrico, 4 tempos, refrigeração a liquido

Cilindrada 149,3 cc

Diâmetro x Curso 57,3 x 57,9 mm

Potência Máxima 13,2 cv a 8.500 rpm

Torque Máximo 1,38 kgf.m a 6.500 rpm

Sistema de Alimentação Injeção eletrônica PGMF-I

Relação de Compressão 10:6,1

Tanque de Combustível 8 Litros

Transmissão Tipo V-Matic

Óleo do Motor 0,9 Litro

Sistema de Partida Elétrico

Combustível Gasolina

chassi

Tipo Berço Duplo

Suspensão Dianteira Garfo Telescópico

Curso Amort. / Eixo Roda 130 /116mm

Suspensão Traseira Dois amortecedores

Curso Amort. / Eixo Roda 120 / 102 mm

Freio Diant. / Diâmetro A disco / 240 mm

Freio Tras. / Diâmetro A disco / 220 mm

Pneu Dianteiro 110/80-14M/C

Pneu Traseiro 130/70-13M/C

dimensões

Comprimento x Largura x Altura 1950 x 763 x 1153 mm

Distância entre Eixos 1324 mm

Distância Mínima do Solo 165 mm

Altura do banco795 mm

Peso Seco: 127 kg

Preço sugerido: R$ 17.490,00 (base Brasília – DF)


quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Entenda o sucesso da Honda Biz



Facilidade de pilotagem, praticidade e economia de combustível, herdados da Super Cub de 1958, explicam porque a Biz é uma das motos mais vendidas do Brasil

Por Arthur Caldeira, Agência Infomoto (matéria de abril/2018 com números atualizados)

Em meados da década de 1950, Soichiro Honda queria criar um novo conceito de motocicleta. Uma moto “pequena”, tão fácil de pilotar – “que o entregador de soba (uma espécie de macarrão japonês) pudesse conduzir com uma mão só”, dizia o fundador da empresa. Além disso, deveria ser robusta o suficiente para enfrentar as péssimas estradas do Japão naquela época.

Da ideia de Soichiro nasceu, em 1958, a Super Cub, uma receita que se tornou sucesso mundial. Nesses 60 anos de história, a marca já vendeu mais de 100 milhões de unidades de diversas versões ao redor do mundo, que tinham em comum o mesmo conceito.



Entre as variações está a nossa Honda Biz, lançada em 1998 (foto acima). Apesar de contar com o conjunto motriz semelhante à Super Cub original, formado por motor horizontal, embreagem centrífuga automática e câmbio sequencial, a Biz acrescentou um “tempero” brasileiro à receita japonesa.

O Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Honda Brasil teve a sacada de trocar a roda traseira de 17 polegadas por outra de menor diâmetro (14’’). Dessa forma a versão nacional também ofereceria um espaço porta-objetos sob o assento. “À princípio não foi fácil fazer os japoneses entenderem nossa ideia. Eles não concebiam uma Cub com rodas de diâmetros diferentes”, relembra Ruy Nakaya, engenheiro da Honda à época e hoje aposentado.

Após muita discussão, os brasileiros provaram que sua ideia funcionava na prática. Estava criada a Biz, um dos grandes sucessos da marca no País, que já vendeu mais de 4 milhões de unidades, até novembro de 2020.

Fãs atentos

A embreagem centrífuga é automática. Não há manete para acioná-la: basta pisar no pedal para subir as marchas ou pressionar o calcanhar para reduzir. Na hora de arrancar, é só acelerar. O motor não “morre”. Os discos de embreagem se desacoplam conforme cresce o giro do motor – a mesma solução criada em 1958 que já provou sua robustez e facilidade.

O monocilíndrico de 125 cc tem bom torque (1,04 kgf.m já a 3.500 rpm) para o uso urbano, o que reduz o uso do câmbio. A potência de 9,2 cv também é suficiente para manter 90 km/h em vias mais rápidas. A proposta da Biz não é desempenho, mas economia. Nesse quesito, o consumo de 44,7 km/litro fala por si só.

Na parte ciclística, a roda de liga-leve de 17 polegadas na dianteira encara bem o asfalto ruim. Com a ajuda das suspensões macias, o piloto não sente as imperfeições do piso como nos scooters. A novidade fica por conta dos freios (a disco na frente e tambor atrás) que agora têm sistema combinado. Ao pisar no pedal do freio traseiro, o dianteiro também é acionado e proporciona frenagens às vezes até exageradas. Afinal, a Biz 125 pesa apenas 100 kg a seco.

Outras novidades

Mas se o conjunto motriz e a ciclística são praticamente as mesas desde 1998, por que a Honda chama o modelo de “nova Biz”? Na parte visual as luzes de direção estão maiores no escudo frontal e, na traseira, foram integradas de forma mais harmoniosa à lanterna. A versão de 125 cc ainda traz um inédito painel digital de fácil leitura – que conta com a indicação “Eco”, quando a forma de pilotagem está consumindo menos combustível.

Mas as mudanças mais importantes para quem usa a Biz no dia-a-dia são mesmo no transporte de objetos. O assento pode ser aberto no miolo da chave de ignição, como nos scooters. O espaço ganhou um litro a mais (22 l no total). Pode parecer pouco, mas nos modelos anteriores era preciso certa manha para encaixar um capacete integral (fechado). No novo modelo a tarefa ficou mais fácil.

Já a tomada 12 V sob o banco seria mais útil se a Honda tivesse instalado uma entrada USB – ao menos que você tenha um adaptador para carregar seu smartphone. O gancho atrás do escudo frontal também não ajuda muito: como não há uma plataforma para apoiar, as sacolas penduradas ali ficam balançando e atrapalham um pouco a pilotagem.

Praticidade e economia conquistam

Particularmente, nunca fui muito fã das motonetas, como a Biz, muito em função do seu câmbio. A ausência do manete de embreagem e o câmbio sequencial e rotativo com as marchas para baixo sempre confundem minha cabeça de motociclista, acostumado com “a primeira pra baixo e o resto pra cima”.

Entretanto, admito que é fácil gostar da Biz 125 após duas semanas rodando no trânsito de São Paulo. A praticidade do espaço sob o banco, a facilidade de pilotagem sem apertar embreagem ou sujar o calçado no pedal de câmbio também me conquistaram. Isso sem falar na economia de combustível, em tempos de gasolina custando mais de R$ 4,00 o litro.

Também revela porque a receita da Super Cub fez tanto sucesso em todo o mundo. E continua a conquistar motociclistas de todos os gêneros com ou sem experiência, mesmo mais de meio século depois.


Ficha técnica

Honda Biz 125 (Saiba mais!)

Motor: OHC, monocilíndrico, 124,9 cm³, quatro tempos, duas válvulas, arrefecimento a ar

Potência: 9,2 cv a 7.500 rpm

Torque: 1,04 kgf.m a 3.500 rpm

Diâmetro e curso: 52,4 mm x 57,9 mm

Alimentação: Injeção eletrônica

Transmissão: câmbio semi-automático 4 marchas

Partida Elétrica

Suspensão dianteira Garfo telescópico com 100 mm de curso

Suspensão traseira Sistema bichoque com 86 mm de curso.

Freio dianteiro Disco simples de 220 mm de diâmetro e CBS

Freio traseiro Tambor com 110 mm de diâmetro

Pneus 60/100-17 (D) e 80/100-14 (T)

Dimensões: 1.894 mm de comprimento, 714 mm de largura, 1.085 mm de altura

Distância entre-eixos: 1.264 mm

Distância mínima do solo: 131 mm

Altura do assento: 753 mm

Peso a seco: 100 kg

Capacidade do Tanque: 5,1 litros

Cores: Laranja, Preto ou Branco (perolizados)

Preço público sugerido: R$ 10.590  (preço base São Paulo, valor atualizado divulgado no site do fabricante)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Como perder o medo e usar a moto todos os dias

Muita gente tira a CNH, compra uma moto e tem receio de usá-la para ir trabalhar, estudar ou viajar. Veja como treinar e ganhar confiança para superar o medo e ser feliz com sua motocicleta  

O que é o medo?

“O medo é um sentimento natural do ser humano, ele é importante pois está ligado ao extinto de sobrevivência” com essa frase a psicóloga Camila Ferreira, de Atibaia (SP), define um dos maiores obstáculos para que os recém-habilitados usem a motocicleta diariamente. Infelizmente não faltam exemplos de alunos que vencem as barreiras do exames teórico e prático e, quando recebem a tão sonhada CNH – Categoria “A”, não têm coragem de usar a moto. Muitos até desistem. O que é possível fazer para ajudar esses novos habilitados? O que eles podem fazer para superar o medo? 

Na maioria das vezes sentimos medo quando nos deparamos com uma situação que não dominamos. Pode ser caminhar em uma estrada escura, viajar de avião, ou mesmo, animais e insetos – nesse último caso os temores estão ligados às fobias. Vamos nos ater ao exemplo do recém-habilitado.

Segundo a psicóloga muitas vezes o medo é aflorado pelo excesso de exposição às notícias negativas, “infelizmente os acidentes ganham destaque na mídia, o recém-habilitado ainda não domina a pilotagem e acaba criando um temor exacerbado, pensando nos riscos de andar de moto”.  A profissional afirma que aumentar o conhecimento da motocicleta, seja com treinamento ou ajuda de um especialista (aulas particulares com o instrutor, por exemplo) ajudam a aumentar a confiança e superar o medo.

Treinar, treinar, treinar...


O jornalista Cicero Lima, habilitado há 40 anos, afirma que a moto faz parte do seu corpo “parece que as rodas são minhas pernas e, o guidão, meus braços, tamanha a intimidade que criei com o veículo”. Mas no começo não era assim. O comunicador ainda lembra do temor inicial em subir uma rua  “minhas mãos suavam só de pensar em encarar um rampa de moto” lembra Cicero.
Por conta disso o jornalista gravou um vídeo (clique aqui disponível Canal Revista Moto Escola) com 5 dicas para quem deseja superar esse temor. Lá ele mostra como ganhar intimidade com sua moto e usá-la no cotidiano sem medo.

                                             Passo 1 – Ruas Tranquilas



Procure rodar em ruas sossegadas, próximas à sua casa para ter noção de convivência com outros veículos e pedestres. Aproveite para treinar o uso dos freios e sinta a reação da moto ao apertar o manete ou pisar no pedal. A troca de marchas, passando para terceira, quarta, quinta e reduzindo, vai aumentar a sua intimidade com a moto e as reações do câmbio e embreagem. Por falar em embreagem, treine bastante a forma correta de sair com a moto, isso evita o risco do motor “morrer” e você ficar nervoso (ou nervosa) em meio aos outros veículos. Há, mas caso isso aconteça, não se apavore. Respire fundo, ache o neutro (ponto morto) ou aperte a embreagem para ligar a moto novamente. Olhe no retrovisor e saia com cuidado.

                                              Passo 2 – Seguindo o fluxo


Quando você estiver mais confiante comece a rodar em ruas de maior movimento, sempre seguindo o fluxo, ou seja, na mesma velocidade que os outros veículos. Não fique muito próximo ou distante dos outros carros. Se estiver mais lento, mantenha à direita, mas fique atento à sujeira, mancha de óleo e detritos que se acumulam próximo às sarjetas, se usar o freio nessas condições existe o risco de derrapagens. Acostume-se a olhar no retrovisor para perceber a aproximação de outros veículos em velocidade elevada e, se for possível, facilite a ultrapassagem.

                                               Passo 3 – Você no corredor


Uma das facilidades da motocicleta é a possibilidade de usar o corredor entre os veículos quando o trânsito está parado. Quando você estiver confiante e o trânsito parar, dê a seta olhe no retrovisor para ver se se alguma moto está se aproximando. Se tudo estiver livre entre no corredor em velocidade moderada e sempre atento a presença de pedestres atravessando entre os carros. Quando o trânsito voltar a andar, retome seu lugar no centro da faixa e siga o fluxo.  Evite usar o corredor quando o trânsito está fluindo, existe o risco de fechadas pois muitas vezes o motorista não vê a moto que está no ponto cego.

                                            Passo 4 – Usando bem os freios


Seja no corredor ou seguindo o fluxo do transito, usar o freio de forma adequada, distribuindo a força de frenagem entre a roda dianteira e traseira, aumenta o controle e diminui o espaço que a moto percorre até a parada total. Acostume-se a usar o freio dianteiro, que tem maior eficiência, associado ao traseiro, que ajuda a controlar a moto. Usar somente o freio traseiro (como a maioria dos alunos faz durante o curso prático) permite que a moto percorra um espaço maior e até derrape, podendo causar uma queda – veja no vídeo.

                                               Passo 5 – Subidas e descidas



Quem mora em cidades de região serrana deve se acostumar às reações da moto nas subidas e descidas. Controlar a moto na saída em um aclive exige o controle simultâneo da embreagem, acelerador e freio traseiro. Mas não é complicado, basta treinar para dosar o acelerador enquanto solta a embreagem e o freio traseiro ao mesmo tempo. Use marchas baixas, como a primeira, até ter controle para trocar pra a segunda, por exemplo. Se for necessário parar na subida, aperte a embreagem e use o freio traseiro para controlar a saída. Nas descidas use o freio-motor, usando a mesma marcha usada para subir, dessa forma a moto será controlada de forma mais eficiente. Saiba mais!