terça-feira, 25 de junho de 2019

É fácil perder a garantia da sua moto

Além de não fazer as revisões no prazo determinado, outras ações permitem ao fabricante cancelar a garantia; conheça
Instalação de acessórios, lampadas especiais e alarmes pode comprometer a garantia da moto
Um dos principais atrativos ao comprar uma moto “zero quilômetro” é a garantia oferecida pelo fabricante. Graças a ela o consumidor está coberto em caso de problemas de fabricação ou peças defeituosas. Honda e Yamaha oferecem três anos de garantia, sem limite de quilometragem e, em alguns modelos como a XTZ 250 Lander ABS, a garantia chega a quatro anos.
Além da extensão da garantia, a quilometragem limite para realizar as revisões na concessionária também varia de modelo para modelo. A melhor fonte para se informar nesse caso é o Manual do Proprietário.
O Manual também informa as condições da garantia e os casos em que ela pode ser cancelada. Muita gente não sabe que, se a moto participar de competições, transportar peso excessivo ou mesmo receber determinados acessórios, a garantia pode não valer mais. Veja alguns exemplos de atitudes que podem fazer você perder a garantia da sua moto nova.

1 – Revisões no prazo

Para manter a garantia é obrigatório que os serviços (e revisões) sejam feitos nas concessionárias
A revisão por quilometragem percorrida pode ser 10% a mais ou a menos, ou seja: a revisão de 1.000 km pode ser feita aos 900 ou aos 1.100 km. Já a revisão de 6.000 km pode ser feita dos 5.400 km até os 6.600. Acima disso, a tolerância é de 600 km para todas as revisões. Além dos limites de quilometragem, o fabricante estipula prazo para as revisões. Muita gente faz a primeira revisão (de 1.000 km) e, como usa pouco sua moto, se esquece de fazer a revisão de 6.000 km no período estipulado. 
As tolerâncias são curtas e as concessionárias não têm a obrigação de avisar ao cliente que o prazo de revisão está chegando ao fim. Ou seja, fique atento, se perder o prazo perdeu a garantia. Alterar o hodômetro também é motivo para perder a garantia da sua moto.

2 – Disputar competições

Participar de competições ou fazer manobras ousadas com a moto também cancela a garantia da moto
Participar de competições ou demonstrações também cancela automaticamente a garantia da moto. Se o concessionário perceber, por meio de desgastes de componentes, que houve uma pilotagem excessivamente agressiva ou a prática de manobras do tipo wheeling ou RL, por exemplo, a garantia também pode ser cancelada. Transportar carga além do limite da moto ou puxar reboque também são motivos que cancelam a garantia.

3 - Fique longe da água

Contato com a água salgada pode danificar a moto e perder a garantia
Atravessar enchentes, alagamentos ou transitar pela praia podem causar problemas e deixam marcas na moto. Se a concessionária notar que a moto está com defeito por conta desse tipo de situação ou foi atacada pela maresia, por exposição à água salgada, a garantia também pode ser cancelada. O mesmo procedimento é adotado caso a moto seja lavada com jato de alta pressão ou com o uso de produtos químicos abrasivos.

4 – Rede credenciada

Todos os serviços mecânicos devem ser feitos na concessionária, por isso alguns parafusos são marcados para conferência posterior. Se as marcas estiverem violadas o fabricante cancela a garantia. Outro detalhe, se retirar a peça defeituosa e levar na concessionária a garantia também não terá mais validade. Em caso de defeito ou problema na moto nova, ela deve ser levada à concessionária. Não tente “fuçar” na sua moto, pelo menos enquanto ela for zero e estiver na garantia.

5 - Acessórios & bateria

Instalar acessórios como faróis de milha, lâmpada de LED e alarmes podem levar a perda de garantia da moto. No Manual da Yamaha, por exemplo, o fabricante alerta que até mesmo acessórios instalados na própria concessionária podem cancelar a garantia. Por falar em itens elétricos, a Honda informa que a bateria tem um ano de garantia, já a Yamaha oferece 90 dias para o mesmo componente.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Cada cor tem seu valor

As cores das placas podem alertar para riscos, proibir certas manobras ou ainda avisar sobre serviços disponíveis no trecho; entenda as cores mais importantes do trânsito

A placa amarela alerta para a possibilidade de um animal silvestre atravessar a pista, risco aos usuários da estrada
A sinalização de trânsito é composta por placas (chamada de sinalização vertical), faixas no chão (sinalização horizontal) entre outras. A sinalização vertical é a mais comum e está presente em nossas ruas e estradas. É difícil passar por uma esquina que não tenha uma placa informando, alertando ou até impondo (ou proibindo) que você faça determinada manobra.
Além dos avisos por escrito (ou símbolos) as cores das placas também servem de orientação enquanto você estiver pilotando, dirigindo ou mesmo caminhando. Entenda o significado das cinco cores mais importantes no trânsito.

Vermelha – é melhor obedecer 

Muitos acidentes seriam evitados se a placa de proibido ultrapassar fosse respeitada
Essa é a cor mais importante, pois ela é usada nas placas impositivas que informam as condições, proibições ou restrições do uso das vias. Limites de velocidade, sentido obrigatório e parada obrigatória são mandatórios, ou seja, os motoristas ou motociclistas que os desobedecerem serão multados. Nesse grupo existem cerca de 60 placas.

Amarela – fica esperto

Na cidade e na estrada a sinalização, vertical e horizontal, está presente e orienta motociclistas e motoristas
Presente em quase 70 placas, a cor amarela também exige atenção do piloto por informar situações potencialmente perigosas. Passagem de pedestres, área de desmoronamento ou vento lateral são algumas dessas indicações. Ao ver uma placa amarela é preciso ficar atento, pois as condições da pista ou a sua volta podem ser alteradas.

Laranja – tem gente trabalhando

Os cones ou cavaletes, alertando para obras, exigem cuidado com o piso que pode estar escorregadio
Embora usadas em sua maioria nas estradas, as placas laranja – geralmente acompanhadas de cones, cavaletes ou tapumes – exigem cuidado. Eles determinam desvios, velocidade, sentido de fluxo e até limitam as dimensões (e peso) dos veículos no trecho. Para os motociclistas a presença dessas placas é ainda mais importante. Na maioria dos casos, nos trechos em obras, a pista costuma ficar escorregadia aumentando o risco de quedas.

Azul – O que você precisa

Nas rodovias a placa azul informa sobre serviços no trecho
Esse grupo de placa informa os serviços que o usuário da estrada encontrará pela frente. Apoio mecânico, posto de abastecimento, praças de pedágio e até pronto socorro são informados. Para quem está viajando, as placas em azul são aliadas para saber a distância ao próximo posto de gasolina, por exemplo.

Verde - quanto falta

Placa verde informa as distâncias nas estradas
As placas informam quanto falta para chegar aos destinos importantes, cidades mais próximas ou estradas que são acessadas pela rodovia que você percorre.

Branca ou marrom – Tem agito no caminho
A placa branca também indica pontos de referência na estrada
As placas brancas estão ligadas a atrativos turísticos, serviços, esportes e recreação ou atividades ao ar livre. Praias, parques, cachoeiras ou, também, a proximidade de áreas de exposição, pavilhão de feiras ou convenções são sinalizados com placas brancas ou marrons. Vale lembrar que esse tipo de lugar costuma reunir muitas pessoas e gerar grande fluxo de veículos exigindo maior atenção do piloto ou motorista.

sábado, 1 de junho de 2019

Se liga nas diferenças entre motos com freios CBS e ABS

Durante a frenagem é importante usar o freio da frente e o de trás, as motos com freios combinados já fazem esse trabalho sem o motociclista saber. Se ele pisar no pedal do freio traseiro o sistema aciona também o freio da frente
Por lei, todas as motos fabricadas no País a partir deste ano devem ter um sistema auxiliar de freios, que pode ser ABS ou combinado. Conheça o funcionamento e a diferença entre eles
O piloto se depara com uma emergência e aciona o freio da sua moto. Em instantes um sistema auxiliar de frenagem entra em ação. Se a motocicleta tiver motor maior do que 300 cc, o sistema é o antitravamento (ABS), enquanto nas motos menores pode ser o sistema de freios combinados, que distribui a força de frenagem entre as rodas. A lei, que entrou em vigor neste ano, exige que todas as motos fabricadas a partir de 2019 tenham freios mais seguros. O objetivo é reduzir o número de acidentes com motocicletas.
A Honda batizou seu sistema de freios combinados de CBS, da sigla, em inglês, Combined Braking System. Já a Yamaha adotou a nomenclatura UBS, de Unified Braking System (sistema de freios unificados). Mas, no fundo o propósito é o mesmo. A questão é que muitos motociclistas nem sabem que seu veículo de duas rodas vem equipado com um sistema de freio auxiliar.
A assistente Larissa Dela Moura, 22 anos, que recentemente comprou um Honda Elite 125 para ir ao trabalho e depois para a faculdade em Atibaia (SP), admite não conhecer o sistema. “Eu não conhecia o CBS e não sei como funciona” afirmou a estudante recém-habilitada.
Para os motociclistas iniciantes que têm menos experiência o sistema de freios combinados ajuda a parar a moto com mais segurança. Um aparato mecânico ou hidráulico (via cabos ou mangueiras) distribui a força de frenagem entre as duas rodas. Sempre que o piloto acionar o freio traseiro, o sistema também aciona o freio dianteiro, sem a interferência do piloto. O resultado é uma frenagem em menor espaço e com maior controle quando comparada a frenagem exclusivamente com a roda traseira.

ABS exige experiência

Já o freio ABS, sigla de Anti-lock Braking System (sistema de freios antitravamento), é mais sofisticado. O sistema é capaz de interpretar se há ou não o risco de a roda travar durante uma frenagem mais forte. Para isso há sensores que monitoram os movimentos das duas rodas por meio de pequenos discos instalados junto ao cubo. Se o sensor perceber que existe a possibilidade de travamento, o sistema alivia a pressão no cilindro. Isso impede uma derrapagem e permite maior controle da moto em uma situação de emergência.
Apesar de mais avançado e tecnológico, o sistema ABS exige que o piloto use corretamente os dois freios ao mesmo tempo e saiba dosar a pressão entre o freio da frente e o de trás. “Se o piloto usar apenas o freio traseiro, o ABS permitirá que a moto percorra uma distância maior até a parada total, aumentando o risco de acidentes”, afirma o engenheiro Alfredo Guedes Jr, assessor técnico da Honda.
O erro de usar apenas o freio traseiro, comum entre os motociclistas menos experientes, é fruto de uma formação deficiente durante o processo de habilitação. Segundo Alfredo, “no processo de habilitação, o aluno é orientado a usar apenas o freio traseiro”.
Infelizmente, os números comprovam que o equívoco na formação se mantém mesmo após o processo de habilitação. A associação dos fabricantes da indústria de duas rodas (Abraciclo) promove em todo o Brasil um check-up onde analisa – por amostragem – os problemas mecânicos das motos que rodam em nossas ruas. Em quase 50 mil motos analisadas, a maioria apresentava desgaste maior no freio traseiro (30%, contra 25% do freio dianteiro). Isso comprava que o motociclista brasileiro não usa os freios da forma correta, ou seja, usando ambos, dianteiro e traseiro, porém com mais intensidade no da frente e não o traseiro.

Saiba um pouco mais

Freios combinados – como o próprio nome diz, o sistema “combina” a frenagem nas rodas dianteira e traseira. O sistema hidráulico ou mecânico distribui a frenagem para a roda dianteira, quando o motociclista pisa apenas no pedal de freio traseiro. O objetivo é corrigir o “vício” de muitos motociclistas que não usam o manete do freio dianteiro com medo de “capotar” com a moto.
Mais “barato”, o CBS ou UBS é obrigatório em modelos abaixo de 300cc e geralmente adotado em motos mais populares, como a Honda Pop 110i (como na foto ao lado) , a Yamaha Neo, entre outros.

Freios ABS – o funcionamento do sistema é bem diferente do CBS, apesar do nome parecido. O sistema antitravamento deixa os freios funcionarem independentemente, mas evita que as rodas travem em uma frenagem mais brusca. Sensores medem a velocidade das rodas e enviam informações a uma central eletrônica. Ao detectar diferença grande entre a velocidade das rodas, o que significaria o princípio de travamento das rodas, o sistema alivia a pressão hidráulica nos freios evitando uma derrapagem. E voltaria a aplicar a pressão até que a diferença de velocidade entre as duas rodas caísse. Isso tudo acontece em milissegundos.
Mais sofisticado e caro, o ABS geralmente equipa motos maiores, mas já está sendo adotado em modelos como o scooter Yamaha NMax, a Fazer 250 e a nova Lander 250. A Honda também oferece o sistema na nova geração do PCX 150 e em modelos com a CB 250F Twister (foto acima) e a XRE 300.