terça-feira, 16 de junho de 2020

Bonita e descolada a Honda PCX 2020 faz sucesso

Andar de scooter é mais fácil do que de motocicleta. Veja as diferenças e confira as vantagens para quem está tirando  "Carta de Moto" ou precisa deixar o carro na garagem

São mais de 15 modelos à disposição no Brasil, entre eles o Honda PCX que é o mais vendido
Vamos falar um pouco do novo queridinho do brasileiro – o scooter. Muito comum na Europa e Ásia, aos poucos faz sucesso no Brasil. Atualmente existem quase 15 modelos à venda no País, eles têm motorização entre 115 e 750 cc e se destinam a deslocamentos nas cidades e até grandes viagens e aventuras, ou seja: tem scooter para todas as necessidades e desejos.
Para mostrar a praticidade, itens de conforto, tecnologia, enfim, às vantagens em relação às motos, vamos usar como exemplo a linha Honda PCX. Esse é o modelo campeão de vendas e, por conta disso, o mais visto em nossas ruas. Confira o vídeo abaixo e leia a matéria, você vai se surpreender.

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Comandos em ação

Os pés apoiados nas plataformas enquanto as mãos operam apenas os freios e o acelerador
O acionamento dos comandos do scooter é muito fácil do que nas motos. No scooter só é necessário usar as mãos – para acelerar e usar os freios (na mão esquerda está o freio traseiro, na mão direita o freio dianteiro).
 Na motocicleta o piloto tem que usar os pés e as mãos.  Com a mão direita acelera e freia, com a mão esquerda aciona o manete de embreagem. Os pés também são exigidos, o pé direito aciona o freio de trás enquanto e o pé esquerdo troca de marchas.
Na moto, o piloto vai montado como se estivesse sobre um cavalo – para subir tem que passar as pernas sobre o banco. No scooter basta chegar e sentar, mesmo os modelos que tem túnel central – como a PCX – é muito fácil se acomodar no banco que está a pouco mais de 70 cm do solo.
Os pés do piloto vão acomodados no assoalho com os joelhos dobrados – como se fosse um sofá. Ainda pode dar uma relaxada e esticar as pernas enquanto pilota.

Proteção contra frio e chuva

Os pés e as pernas são protegidos do frio, chuva e sujeira pelo escudo frontal, os calçados permanecem limpos
Os scooter são muito populares na Europa por conta da proteção que o escudo frontal e o para-brisa oferecem o piloto e sua roupa. Tais equipamentos ajudam a manter os pés e pernas livres da poeira, garoa e do frio. Também evita que a sujeira do chão respingue nas roupas.
Diferentemente do que ocorre nas motos, os calçados de quem usa scooter também são protegidos e não de desgastam na parte superior devido constante troca de marchas.
Na maioria dos scooters não falta espaço para levar seus pertences. Embaixo do banco é possível guardar o capacete, capa de chuva, luvas e até uma mochila pequena. Na moto, é preciso adquirir um bauleto para ter esse conforto. Além do espaço sob o banco, os scooters oferecem porta objetos atrás do escudo frontal.

Mãos sempre limpas
O sistema mecânico é lacrado e o piloto não precisa fazer manutenção, apenas verificar o nível de óleo


A moto exige constante atenção do seu dono com a manutenção de alguns equipamentos, entre eles o tal conjunto de relação – composto pela coroa, corrente e pinhão leva o movimento do motor para a roda.  Para ter maior durabilidade e segurança é preciso limpar, lubrificar e regular o conjunto em curtos períodos de tempo. Quem relaxar com o conjunto de relação vai gastar mais dinheiro com sua troca e ainda pode sofrer um acidente – caso a corrente quebre ou “salte” fora da coroa ou do pinhão.
Não existe esse risco no scooter que usa câmbio “tipo CVT”. A força do motor é transmitida por correia e polias. O sistema fica lacrado e não necessita de regulagens constantes, sua manutenção é feita nas revisões. A troca do sistema deve ser feita a cada 24.000 km rodados segundo o Manual do Proprietário.

Amigo do planeta

O sistema idling stop desliga o motor sempre que o scooter estiver parado, para sair basta acelerar
No caso da Honda PCX, usada como exemplo, o motor de 149,3 cc consome pouca gasolina. O sistema de injeção eletrônica controla a quantidade de combustível enviada para o motor, ou seja: só gasta o necessário. Como não existe troca de marchas, o funcionamento do motor é linear resultando num veículo econômico que pode fazer tranquilamente 35 km/litro, claro que depende da forma de pilotagem. Há, no tanque cabem 8 litros e para abastecer basta abrir uma tampa que protege o bocal (veja na foto ao lado).
Esse modelo Honda possui o sistema idling stop que desliga o motor sempre que o scooter parar por três segundos. Para sair, basta acelerar sem se preocupar pois o motor liga sozinho. Além de mais economia o sistema é amigo do planeta e diminui a emissão de gases para a atmosfera.

Quanto corre?

O Honda PCX atinge a velocidade máxima de 115 km/h e permite viagens curtas sem problemas
Há essa pergunta sempre surge quando se fala de scooter. No caso do PCX – que tem potência máxima de para 13,2 cv a 8.500 rpm e torque de 1,38 kgf.m a 5.000 giros – ele atinge 115 km/h. Com isso é capaz de encarar uma viagem curta ou mesmo rodar em avenidas de trânsito rápido sem problemas. Vale lembrar que muita gente mora numa cidade e trabalha em outra.

Itens de conforto

O chaveiro smart key "conversa" à distância com o PCX e permite ligar o motor sem estar no contato
Os scooters herdaram muitas mordomias dos automóveis. Além do sistema idling stop (leia mais no capítulo sobre consumo), a chave smart key – um chaveiro de presença que não precisa ficar no contato. Basta estar no bolsa ou na mochila que o scooter “entende” que pode funcionar e todos os sistemas estão liberados – como ligar o motor, abrir o banco ou o bocal de abastecimento.
A mordomia se completa com a saída 12V para carregar os aparelhos eletrônicos como smartphone ou aparelho GPS, o sistema de iluminação full-LED. Enquanto roda com o scooter o piloto acompanha tudo pelo painel totalmente digital. Alguns desses itens são impensáveis nas motos ou disponíveis apenas nos modelos de luxo.

Freios inteligentes

No sistema ABS a roda dianteira "conversa" com a roda de trás, se for travar ele alivia o freio e permite maior controle 
Outra herança que veio do mundo dos automóveis é o sistema de freio a disco equipados com sistema ABS. Esse tal de ABS significa (antilock braking system), um sistema que evita o travamento da roda e permite maior controle em frenagens de emergência. Para isso, um sensor lê a velocidade das rodas e, ao perceber que a roda pode travar, alivia a pressão sobre o sistema. A versão de entrada do PCX oferece o sistema CBS que distribui a força de frenagem entre a roda traseira e dianteira, sempre que o piloto acionar somente o freio de trás.

Pneus sem câmara

Se furar é possível consertar o pneu (sem câmara) sem tirar a roda, basta apoiar no cavalete para fazer o serviço
Os pneus podem ser comparados com os “sapatos” de todos os tipos de veículos, pois são eles que fazem a ligação do carro ou moto com o solo e garantem estabilidade, conforto e controle nas condições mais adversas – como nos dias chuvosos. Os pneus evoluíram bastante e hoje os pneus sem câmara são comuns nos carros e também nos scooters que usam rodas de liga.
Além de mais modernos que os pneus com câmara – ainda comuns em boa parte das motocicletas que usam rodas raiadas. Uma vantagem do pneus sem câmara você percebe numa necessidade. Ao passar em um prego, por exemplo, ele murcha mais devagar e o conserto é mais fácil, sem a necessidade de tirar a roda.

Entendeu agora?

Com esses atributos é fácil perceber os motivos que leva tanta gente a escolher o scooter como o primeiro veículo. Sua praticidade e facilidade de condução o tornam um forte aliado para quem necessita se deslocar e não quer se preocupar com manutenção, consumo de combustível ou ficar carregando mochilas nas costas – o scooter faz isso para você!!!!

segunda-feira, 8 de junho de 2020

ProTork se manifesta sobre incêndio

Veja a nota oficial da ProTork, o maior fabricante de equipamentos e acessórios da América Latina, sobre o incêndio ocorrido na manhã dessa segunda-feira.

"A ProTork comunica que na manhã desta segunda-feira, dia 8 de junho, um incêndio atingiu uma de suas oito unidades na cidade de Siqueira Campos (PR). Os bombeiros e brigada da própria empresa foram imediatamente acionados e nenhum funcionário ficou ferido.

O galpão responsável pela produção de equipamentos off road, como roupas e botas, foi tomado pelo fogo por volta das 6h30, sendo provavelmente causado por um curto circuito. As atividades no local foram suspensas, sem previsão de retomada, porém, as demais fábricas seguem em pleno funcionamento.

A Pro Tork é a maior fábrica de peças e acessórios para motocicletas da América Latina e também a líder mundial em capacetes, exportando para mais de 60 países. Sua história teve início em 1987 com a fabricação de escapamentos de forma artesanal. Atualmente seu catálogo conta com mais de 40.000 itens."

A nota é assinada pela jornalista Daniela Burgonovo, responsável pela comunicação da  ProTork.



sexta-feira, 5 de junho de 2020

Dicas para cuidar da transmissão do scooter


Scooter tem câmbio automático e motociclista não tem necessidade de fazer qualquer regulagem. Cuidados incluem revisões periódicas no prazo e evitar abusos nas arrancadas 

Basta acelerar e andar, espaço para transportes de objetos e muita economia de combustível são alguns atrativos dos scooters. Características que fizeram muita gente optar por esses simpáticos veículos para se locomover no dia a dia ou até mesmo em viagens. 
Embora sejam práticos, os scooters têm peculiaridades que exigem atenção dos seus donos. Uma delas é o sistema de transmissão final. O conjunto, conhecido como CVT (transmissão continuamente variável) é composto por correia, roletes e polias que levam a força do motor para as rodas e controlam a aceleração. Tudo isso sem que o piloto tenha que se preocupar em acionar a embreagem ou trocar as marchas.
Por ser automático, muitas vezes a manutenção do sistema de transmissão não recebe a devida atenção do proprietário. Porém é bom estar atento aos prazos estipulados para a manutenção e substituição de componentes e também é bom não forçar o sistema. Consultamos o mecânico Marcelo de Souza, da concessionária Tsuji Honda, de Atibaia (SP), que nos passou algumas dicas para cuidar da transmissão do seu scooter.

1 – Limpou tá novo

Um dos trabalhos mais importantes na revisão do scooter (no caso do PCX, a partir da revisão dos 12.000 km) é a verificação e limpeza do sistema de transmissão “nos retiramos o pó que se acumula oriundo do desgaste das sapatas da embreagem, esse pó se aloja na correia e acelera seu desgaste”, explica o Marcelo de Souza. O mecânico ainda acrescenta que é importante fazer as revisões na quilometragem estipulada no manual do proprietário.

2 – Velocidade caiu, tem que trocar

Um dos sintomas que o conjunto de transmissão está com problemas é a redução da velocidade máxima do scooter. O PCX, por exemplo, atinge 120 km/h, porém com o desgaste do conjunto, sua velocidade máxima diminui para 110 km/h e depois se limita a 100 km/h. Segundo o mecânico esse é um típico sintoma do desgaste das polias dianteiras que já estão “marcadas”. Quando isso acontecer, leve seu scooter para a concessionária ou mecânico de confiança para realizar a substituição da correia, polias e roletes.

3 – Não força que é pior

Arrancadas rápidas nas saídas de semáforo ou tentar empinar com o scooter aceleram o desgaste do conjunto de transmissão. Para ter maior durabilidade o ideal é acelerar de forma progressiva e linear, com isso, além de maior durabilidade do sistema – que no caso do PCX chega aos 24.000 km rodados –, você gasta menos combustível e também polui menos.

4 – Barulhinho ruim

Alguns barulhos também são indicadores de necessidade de manutenção. Um bastante comum vem do rolamento da polia traseira quando o scooter está parado e some ao acelerar. Ele indica a necessidade de substituição do componente. Outro que também é bem comum é um assobio ao sair com o scooter ou retomadas de aceleração. Ele é sintoma de sujeira no conjunto que deve ser aberto e limpo.

5 – Nunca deixe para lá

Deixar de fazer a manutenção preventiva do sistema pode gerar grandes dores de cabeça e prejuízo. A correria, por exemplo, pode se romper após 24.000 km rodados. Dependendo da situação, além do risco de acidente, o piloto pode ficar na rua por sua própria culpa. A troca da correia, polias e roletes tem o custo aproximado de R$ 800 (em média).

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Moto não capota

piloto usa freio da frente para reduzir de 310 para 86 km/h
Olha só como funciona o sistema de freio numa moto de corrida da categoria MotoGP. O filme abaixo, é do campeão Marc Marquez durante uma frenagem na pista do Japão em 2019, na temível Curva 11. Segundo dados da telemetria (sistema que analisa as informações da motocicleta em tempo real) o piloto se aproxima da curva a quase 310 km/h e o aciona os freios por 5 segundos para contornar a curva a 86 km .
Essa frenagem absurda é praticamente feita somente com o freio dianteiro, se você olhar bem verá que a roda de traz está o tempo todo no ar - ou seja, não ajuda a reduzir a velocidade da moto.
Quer saber porquê a moto não capota? Vamos explicar! A suspensão dianteira comprime e absorve a energia da frenagem. Se fosse uma bicicleta sem suspensão, aí sim o piloto teria sérios problemas.
Então, se alguém disser para não usar o freio da frente, mostra o vídeo abaixo!

segunda-feira, 30 de março de 2020

Seremos zumbis ou não?

Você acredita que o mundo voltará ao normal ou seremos um bando de zumbis vagando pelo planeta Terra devastado pela pandemia. Nós da Revista MotoEscola, somos otimistas e já pensamos em como ajudar você a rodar com sua moto quando a quarentena acabar.
Após um tempão parado, a gente se sente meio preguiçoso como se os músculos estivessem enferrujados, não é mesmo? Então vale fazer uma caminhada leve, se esticar fazendo alongamentos, para não sofrer um estiramento e ficar todo "travado".
Com a sua moto é a mesma coisa, antes de sair rodando por aí, é preciso saber se ela está em "forma". Dá uma olhada nesses três vídeos que fizemos falando sobre os três cuidados básicos pós quarentena.

Não esquece de conferir o óleo

Muito importante para a saúde do motor, o nível de óleo garante que sua moto continuará econômica e confiável após esse tempo toda parada. Conferir o nível do óleo é muito fácil.
veja agora


Olha a pressão

Além do óleo, fique atento aos pneus, que devem estar na calibragem (pressão correta) é muito comum deixarmos a moto parada muito tempo e esquecer de calibrar o pneu.

Dá uma olhada:

E sua relação está bem

Corrente, coroa e pinhão... Esse trio é o responsável pela aceleração da sua moto. Cada vez que você acelera é esse conjunto (também conhecido como transmissão final) que leva a força do motor para a roda. Veja como deixar tudo certinho.

Confira:




terça-feira, 24 de março de 2020

Uma professora modelo

Ler e escrever é uma habilidade fundamental para a humanidade. Você já se imaginou como é a vida de um analfabeto? Abrir um cardápio e não saber o que está escrito, olhar uma placa de aviso e não entender e o pior, não conseguir escrever um e-mail ou carta. Se você conseguiu ler esse começo dessa postagem, significa que você é alfabetizado. Ou seja, sabe ler e escrever.

Agora pense um pouco e volte nos seus tempos de criança. Tenho certeza que foi uma professora que  ensinou o famoso "Bê-á-bá" ou seja, os primeiros passos para sua alfabetização. Com paciência e determinação ela explicou tudo direitinho, usou musiquinhas, brincadeiras e muita didática até você entender o incrível mundo das letras e dos números.

O que mais difícil?


Trazendo a lembrança para o mundo dos veículos, sejam motos ou carros, os instrutores fazem o mesmo papel e têm a mesma importância. Mas nesse post quero falar das instrutoras que são poucas, principalmente dando aulas de moto. Basta ir a um local de aulas práticas e ver que a maioria é formada por homens, existem poucas mulheres.

Entre elas, aqui no Estado de São Paulo, a Regiane Marangne, merece destaque. Ela venceu o concurso Instrutor Nota 10. A promoção, feita pela Revista Moto Escola contou o apoio da Honda e Sindautoescola.SP. Mais de 800 instrutores participaram e concorreram, entre eles apenas 140 eram do sexo feminino e Regiane foi a melhor.

Espaço na mídia


Sua conquista mereceu destaque nos principais portais de notícias do Brasil como o UOL (à esquerda) e o R7. No caso do UOL o destaque foi sua batalha para superar o preconceito (inclusive de alunas) que pensam que uma mulher não é capaz de ensinar alguém a pilotar (e dirigir) bem. Uma grande bobagem!

 Se uma mulher consegue ensinar uma criança a ler e escrever, que é uma tarefa extremamente complexa, claro que ela é capaz de ensinar um adulto pilotar ou dirigir. Ou você acha que conduzir uma moto ou carro é mais complicado que ler ou escrever?

Te convido ler a revista Moto Escola de março e curtir a matéria completa sobre a Regiane e como ela foi a melhor nas exigentes provas teóricas (e práticas). Para ler clique aqui!




terça-feira, 17 de março de 2020

Tudo sobre motos - parte 1

Como funciona o motor? O que é suspensão? Prá quê serve o quadro?
Se essas perguntas tiram seu sono e você está pensando em comprar uma moto, fique tranquilo. Eu vou te ajudar!!!!!!!!!!
Estou publicando uma série de vídeos para acabar com suas dúvidas e você vai saber tudo sobre as motos.
Assista ao capítulo 1 siga o  Canal Revista Moto Escola

terça-feira, 10 de março de 2020

Aprender sem dor ou prejuízo



Para o motociclista Luiz Henrique Santos, o uso do equipamento de segurança sempre foi uma prioridade. Em uma postagem no grupo da Yamaha Fazer 250 no Facebbok ele fala da sua primeira queda, os motivos e as lições tiradas da experiência - que nunca é agradável.
Antes de mais nada, a equipe do Canal Revista Moto Escola agradece ao Luiz que autorizou o uso das fotos e seu relato:
Primeira queda, lições que aprendi:

1- Não fazer curva se houver areia no chão kkkk
2- Slider não e só enfeite e protege sim, porém ache um bom, o meu segurou bastante mas ainda arranhou a asa.

3- Use luva, a minha também segurou o deslize todo, e tive poucos arranhões na mão. Só a mão direita que machucou. Mas, na verdade, a luva estava um pouco larga e acabou arrastando na parte que não tinha proteção. A esquerda nada houve.

Fica a dica para os novatos como eu kkk

sexta-feira, 6 de março de 2020

Veja como perder a garantia da sua moto


Além de não realizar as revisões no prazo determinado, algumas ações permitem ao fabricante cancelar a garantia; conheça


Um dos principais atrativos ao comprar uma moto “zero quilômetro” é a garantia oferecida pelo fabricante. Graças a ela o consumidor está coberto em caso de problemas de fabricação ou peças defeituosas. Honda e Yamaha oferecem três anos de garantia, sem limite de quilometragem e, em alguns modelos como a XTZ 250 Lander ABS, a garantia chega a quatro anos.
Além da extensão da garantia, a quilometragem limite para realizar as revisões na concessionária também varia de modelo para modelo. A melhor fonte para se informar nesse caso é o Manual do Proprietário.
O Manual também informa as condições da garantia e os casos em que ela pode ser cancelada. Muita gente não sabe que, se a moto participar de competições, transportar peso excessivo ou mesmo receber determinados acessórios, a garantia pode não valer mais. Veja alguns exemplos de atitudes que podem fazer você perder a garantia da sua moto nova.

1 – Revisões no prazo

A revisão por quilometragem percorrida pode ser 10% a mais ou a menos, ou seja: a revisão de 1.000 km pode ser feita aos 900 ou aos 1.100 km. Já a revisão de 6.000 km pode ser feita dos 5.400 km até os 6.600. Acima disso, a tolerância é de 600 km para todas as revisões. Além dos limites de quilometragem, o fabricante estipula prazo para as revisões. Muita gente faz a primeira revisão (de 1.000 km) e, como usa pouco sua moto, se esquece de fazer a revisão de 6.000 km no período estipulado.
As tolerâncias são curtas e as concessionárias não têm a obrigação de avisar ao cliente que o prazo de revisão está chegando ao fim. Ou seja, fique atento, se perder o prazo perdeu a garantia. Alterar o hodômetro também é motivo para perder a garantia da sua moto.

2 – Disputar competições

Participar de competições ou demonstrações também cancela automaticamente a garantia da moto. Se o concessionário perceber, por meio de desgastes de componentes, que houve uma pilotagem excessivamente agressiva ou a prática de manobras do tipo wheeling ou RL, por exemplo, a garantia também pode ser cancelada. Transportar carga além do limite da moto ou puxar reboque também são motivos que cancelam a garantia.

3 - Fique longe da água

Atravessar enchentes, alagamentos ou transitar pela praia podem causar problemas e deixam marcas na moto. Se a concessionária notar que a moto está com defeito por conta desse tipo de situação ou foi atacada pela maresia, por exposição à água salgada, a garantia também pode ser cancelada. O mesmo procedimento é adotado caso a moto seja lavada com jato de alta pressão ou com o uso de produtos químicos abrasivos.

4 – Rede autorizada

Todos os serviços mecânicos devem ser feitos na concessionária, por isso alguns parafusos são marcados para conferência posterior. Se as marcas estiverem violadas o fabricante cancela a garantia. Outro detalhe, se retirar a peça defeituosa e levar na concessionária a garantia também não terá mais validade. Em caso de defeito ou problema na moto nova, ela deve ser levada à concessionária. Não tente “fuçar” na sua moto, pelo menos enquanto ela for zero e estiver na garantia.

5 - Acessórios

Instalar acessórios como faróis de milha, lâmpada de LED e alarmes podem levar a perda de garantia da moto. No Manual da Yamaha, por exemplo, o fabricante alerta que até mesmo acessórios instalados na própria concessionária podem cancelar a garantia. Por falar em itens elétricos, a Honda informa que a bateria tem um ano de garantia, já a Yamaha oferece 90 dias para o mesmo componente.

terça-feira, 3 de março de 2020

Quanto bebe um scooter de 300 cilindradas?

Consumo e autonomia são fatores importantes na decisão de compra de qualquer veículo, principalmente para quem costumar viajar seja a trabalho ou passeio. Como entusiasta dos scooters resolvi avaliar o consumo e a autonomia do Honda SH 300i Sport numa viagem (ida e volta) de 400 quilômetros entre Atibaia e Campos do Jordão (SP).
viajei com o Honda SH 300i Sport para avaliar seu consumo e autonomia na estrada
Enchi o tanque antes de partir de Atibaia pela Rodovia D. Pedro I, com suas retas intermináveis e velocidade limitada em 110 km/h, depois peguei o acesso a Rodovia Ayrton Senna onde foi possível rodar em 120 km/h. Em pouco tempo peguei a indicação Taubaté e onde começa a SP 123, Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro, que segue em direção às montanhas da Mantiqueira. Estrada de pista simples e muito gostosa de percorrer. Aos poucos, o calor extremo do Vale do Ribeira dava espaço a temperaturas amenas e até um certo friozinho — tipico de Campos do Jordão.

Quanto gastou na ida? 

Após rodar 199 quilômetros entrei na cidade e fui extremamente bem recebido na casa do amigo e fotógrafo Marcelo Vigneron. Mas, antes de desfazer a mala, fui até o posto Linx (bandeira Shell) para abastecer. Para encher o tanque, com capacidade para 9,1 litros, foram necessários 7,28 litros (gasto R$ 33,88) projetando um consumo de 27,30 km/litro. Um número interessante que projeta a autonomia de 248 quilômetros. Claro, ninguém em sã consciência deixa a gasolina chegar até o "talo" antes de abastecer. Eu recomendo fazer uma parada a cada 150 quilômetros rodados para esticar a perna e abastecer. Assim você tem tranquilidade para procurar um posto confiável.
No dia seguinte fui testar e apresentar aos leitores do nosso blog a nova linha CB 500 da Honda (veja o vídeo aqui).

Quanto gastou na volta?

A volta foi no final de tarde debaixo de chuva e com uma certa pressa, por isso não economizei na aceleração - mas sempre obedecendo os limites das rodovias. Ao chegar em Atibaia abasteci no Posto 22 (bandeira Petrobras) com 206 quilômetros rodados. Espera um consumo maior, porém fiquei surpreso com os 7,41 litros (gasto R$ 32,58) consumidos apesar do ritmo um pouco mais agressivo. A autonomia projetada continua perto dos 250 quilômetros permitindo viagens tranquilas com esse scooter que tem preço de R$ 21.490 ou financiamento com parcelas de R$ 390 (R$ 11.020,34 de entrada + 36 parcelas).